A porta está aberta para receber quem chega, com a mesma alegria com que corríamos para os braços dos avós em meninos, asseguram os proprietários no site do sedutor empreendimento hoteleiro que já chegou às páginas da prestigiada revista Monocle e que, mais recentemente, foi elogiado pelo tabloide britânico The Sun. "Um velho lobo do mar, Joaquim Modesto de Brito, por todos conhecido como O Campeão, foi o alicerce do projeto", referem os netos na homenagem pública que lhe fazem.

O imóvel pertence à avó de Carlos Fernandes e de Vânia Fernandes, arquiteta do ateliê de arquitetura PAr. Os dois irmãos transformaram a Casa Modesta, em Quatrim do Sul, nos arredores de Olhão, no Algarve, a antiga residência rural dos avós, numa sedutora unidade hoteleira de três estrelas que cativa pelos detalhes, pela tranquilidade e pelo pequeno-almoço, muito elogiado. "Tantas memórias inscritas nestas paredes, que nós, os netos, não poderíamos deixar que se perdessem", justificam.

"Assim, nasceu a Casa Modesta, um turismo rural de traços contemporâneos, com nove quartos e pátios privados. Há ainda a horta biológica, o jardim e o solário, onde o tempo corre ao ritmo das marés", descrevem os proprietários no site do boutique hotel minimalista, que pode ver na galeria de imagens que se segue. A vista para o Parque Natural da Ria Formosa é outro dos atrativos desta unidade hoteleira, onde as paredes de estuque convivem tranquilamente com a tijoleira de terracota.

As memórias da família são visíveis nas fotografias familiares que decoram o espaço, nos objetos antigos que estão expostos e nas linhas de croché que revestem garrafas e garrafões que pertencem ao antigo pescador, que construiu o imóvel com o dinheiro que a venda do peixe que extraía ao mar lhe rendia. As marcas da passagem do tempo são visíveis na parede alva do antigo forno a lenha, hoje negro de tanto uso. A avó de 86 anos, Carminda de Brito, ainda o usa nos workshops de culinária que lá dá.

A cozinha, comum, esconde, na cave, por baixo da tijoleira, uma adega secreta. Num recanto exterior, entre as oliveiras e os limoeiros, foi construída uma piscina ecológica, o local mais desejado nos dias de maior calor, que por ali são muitos. A água não é tratada com químicos industriais. Para que esta possa ser reaproveitada para regar as árvores e as plantas da propriedade, Carlos Fernandes e Vânia Fernandes utilizam sulfato de cobre, uma substância que elimina e previne o aparecimento de algas.

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