As viagens de descoberta, com mochila, dormidas em albergues ou parques de campismo e, sobretudo, com destino desconhecido e/ou programado no momento, podem ter mais riscos que as viagens organizadas.

Os riscos mais importantes estão ligados à segurança e à saúde e aumentam exponencialmente quando se viaja sozinho. A internet tem muita informação, mas nem toda é segura. A escolha dos locais de alojamento deve basear-se em informações fidedignas.

Para cada país devem ser consultados os sites oficiais dos organismos que supervisionam os diferentes tipos de alojamento ou das associações a que pertencem. Se o alojamento pretendido tiver site, mais importante que as suas características e preço é saber se é oficialmente reconhecido e certificado.

Em viagem

As viagens longas, em meios de transporte mais lentos e desconfortáveis, sem acesso a locais onde possa ser feita a higiene diária, favorecem o aparecimento de infeções oportunistas, nomeadamente por fungos. As áreas do corpo mais afetadas são as que se mantêm mais quentes e húmidas: as virilhas, seguidas pelas axilas e pelos pés.

Mesmo nos climas mais frios dos países da Europa de Leste são possíveis estes problemas. Em condições de higiene reduzida, e sempre que o clima o permita, devem usar-se roupas largas, calções e sandálias, para minimizar estes riscos. Na impossibilidade de ser feita a lavagem do corpo (total ou por partes) com água e sabão, recomendo o uso de toalhetes de limpeza, como os que se usam para a higiene dos bebés.

Alojamento

Nos alojamentos podem existir alguns problemas de higiene: o mais frequente é o dos fungos na casa de banho que, em contacto com os pés, podem provocar micoses interdigitais, conhecidas por «pé de atleta». É, por isso, recomendável que o viajante nunca esteja descalço nestes locais. Deve usar calçado ligeiro, de plástico.

Outro problema relaciona-se com insetos não alados que picam o homem, os percevejos. A falta de limpeza das camas pode promover o aparecimento e persistência destes parasitas hematófagos, cuja picada não transmite nenhuma doença mas provoca muito desconforto e importantes reações alérgicas. O uso do saco-cama pessoal não impede, mas reduz a possibilidade de contacto com este inseto.

Revisão: Jorge Atougia (médico infecciologista)

A responsabilidade editorial desta informação é da revista

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