São poucas as pessoas que sabem o que faz uma personal organizer. Quando partilho o meu trabalho e os meus serviços tenho sempre que acrescentar uma breve explicação: uma personal organizer é "uma pessoa que ajuda o cliente a selecionar e a 'destralhar' aquilo que já não precisa", que "organiza a casa da forma mais funcional possível" ou é "a pessoa que ajuda nas mudanças de casa e põe tudo no lugar sem que o cliente se preocupe com essa tarefa chata". Estes são alguns dos exemplos dados quando converso com alguém sobre o que faço e a importância desta atividade na vida de algumas pessoas.

Na maior parte dos casos, o trabalho vai muito mais além dos exemplos dados. Este é principalmente um momento de transformação para a pessoa/cliente que se envolve no processo de organização e decide ficar apenas com o essencial e com aquilo que o faz feliz. O objetivo é mudar a sua forma de pensar e aplicar este conceito na vida e no seu dia a dia.

A organização, de forma geral, não é uma temática muito explorada em Portugal. Diz-se que aquela pessoa é desorganizada ou organizada na sua própria desorganização, mas não paramos para pensar no assunto e em como isso tem impacto na vida das pessoas. Como resume, muito bem, Christina Scalise, a organização não é sinónimo de perfeição, é sim de funcionalidade, redução de stress e de acumulação, poupança de tempo e dinheiro e melhoria na qualidade de vida. Tudo isso.

Esta profissão ganhou uma maior visibilidade com o lançamento da série da Netflix "Tidying Up with Marie Kondo", que apresenta a temática na perspectiva da tão conhecida organizadora japonesa. A delicadeza e alegria com que aborda o tema "organização" faz com que torne o processo num momento especial e único na vida de cada pessoa ou família.

Em Portugal já existe um grande grupo de profissionais que desempenham esta atividade, cada um/uma (até ao momento só conheço mulheres) com a sua especificidade e formação, tentando dar resposta à necessidade individual de cada caso. Este é um trabalho que nos obriga mais do que a ser pessoas organizadas, a ser pessoas sensíveis, boas ouvintes e observadoras da principal causa associada à desorganização apresentada.

Existem diferentes áreas de atuação, como a organização residencial, empresarial, baby organizer, organização digital, organização de arquivos, mudanças, entre outras.

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