Todas as iniciativas são fruto de uma generosidade imensa, e, ainda, uma forma de todos, gradualmente, se adaptarem a uma nova realidade: viver de forma produtiva e rentável no online.

É uma realidade que vinga agora, sem qualquer dúvida, é a alternativa viável ao nível colectivo, um novo posicionamento para todas as empresas e novos empreendedores.

Se há 3 meses atrás o teletrabalho era encarado como uma piada e uma impossibilidade, hoje - graças à infraestrutura das comunicações existente - merece uma vénia.

Há ainda um longo caminho para fazer no que diz respeito à transformação digital, numa perspetiva eficiente e eficaz, contudo, através das sinergias, da colaboração, do bom senso e da capacidade individual de cada um se reinventar, será possível chegar a bom porto.

Um dos alertas que considero pertinente deixar-lhe, ainda que para alguns leitores possa soar estranho, é o seguinte: não se distraia do essencial.

O excesso de informação, de oferta, de estímulos, aos quais estamos todos a ser submetidos nas nossas redes sociais, podem ter um efeito adverso. Isto é, confinar as nossas vidas a uma pequena janela dá-nos a ilusão de que tudo está tranquilo, quando damos por nós, as horas voaram, e esquecemo-nos de que é realmente importante reconhecer que de facto existe uma mudança a ser integrada no nosso quotidiano, de que existem relações que têm de ser olhadas e trabalhadas, as nossas sombras estão naturalmente expostas e, com carinho e compaixão, podemos olhar para elas e aprender.

Era fácil sair de casa às 07h00 e regressar às 20h00, o desafio chegou agora agora, tanto para quem vive sozinho - e percebe que efetivamente deve ser a sua melhor companhia - como para quem tem uma dinâmica familiar e se vê 'obrigado' e lidar com os espelhos projetados a todo e qualquer instante.

Nada muda se nada mudar e os tempos que vivemos, a pandemia que invadiu as nossas vidas ao nível colectivo é um reflexo da mudança que internamente brandavamos aos céus querer. Esgotados, em burnout, deprimidos, em luta constante pela sobrevivência, a viver na roda do hamster, assim estávamos muitos de nós.

O que queríamos nós, numa das resoluções das doze badaladas na noite de 31 de dezembro? Abrandar, ter tempo, mais tempo para cuidar de nós e dos nossos.

Não, não são férias o que estamos a viver, porém pode ser um empoderador retiro, a mais ilustre escola que podemos frequentar: a escola da Vida.

Quero ainda desejar-lhe um feliz novo ano, pois considero ser importante celebrar - mesmo quando as circunstâncias possam camuflar os acontecimentos que pautam nas efemérides.

Astrologicamente, no passado dia 20 pelas 03h50 de Portugal, aconteceu o equinócio da Primavera, marcando assim a entrada no signo de carneiro, o início de uma nova viagem para todos nós.

Que consigamos agora semear o futuro onde queremos servir no mundo.

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