“Somos condicionados desde muito cedo a que o outono seja uma estação cheia de coisas entusiasmantes”, começa por explicar Kathryn Lively, professora de Sociologia no Dartmouth College, sobre este fascínio que muitas pessoas tem relativamente ao outono. “Enquanto crianças, temos vindo associar o outono ao regresso à escola, ao material escolar novo em folha, ver amigos. É algo excitante para muitas pessoas.”

Uma ideia reforçada por um grupo de investigadores que, em 2012, resolveram estudar a relação entre o tempo e a motivação, conseguindo assim explicar melhor o papel que as estações do ano tem na vida das pessoas.

“Os marcos físicos ajudam-nos a estruturar a representação do espaço, enquanto os marcos temporais, como é o caso dos aniversários e datas significativas, estruturam a nossa perceção do tempo”, referiram os autores da pesquisa intitulada ‘The post-birthday world: consequences of temporal landmarks for temporal self-appraisal and motivation’.

Ou seja, não é à toa que o mês de setembro – que para muitas crianças significa uma nova etapa na sua vida escolar – se torne um marco temporal sinalizado pelo início da nova estação. Mas então, em termos concretos, a que se deve a ligação especial que muitas pessoas têm com o outono? A resposta reside nas memórias importantes e significativas que as pessoas, desde muito cedo, foram construindo durante esta época.