As imagens do final de janeiro desta mãe em grande sofrimento psicológico, acorrentada pelo pescoço num celeiro na província de Jiangsu, no leste do país, circularam amplamente nas redes sociais.A mulher, que tem esquizofrenia, foi hospitalizada.

Em comunicado, as autoridades provinciais (estaduais) anunciaram que o marido, chamado Dong, foi formalmente detido na terça-feira, junto com outras duas pessoas acusadas de tráfico de seres humanos.  O casal teve oito filhos.

Segundo as autoridades, a mulher, de 55 anos, foi vendida várias vezes, uma delas em 1998, por 5.000 iuanes (793 dólares, a preços atuais), após ser sequestrada em Yunnan, a cerca de 2.000 km de onde foi descoberta.

Outros seis suspeitos estão a ser investigados por envolvimento no crime.

Inicialmente, as autoridades negaram que o caso estivesse relacionado com tráfico de pessoas, um fenómeno bastante comum na China rural, onde mulheres casadas são relativamente raras.

Oito funcionários foram demitidos dos seus cargos, e outros nove sofreram diferentes tipos de sanções, de acordo com a administração provincial.

Aplicada na China por quase 40 anos até 2016, a política do filho único levou a uma escassez de mulheres, devido à preferência tradicional por filhos homens. Esse desequilíbrio levou a um grande número de sequestros de mulheres jovens, casadas à força em aldeias, onde os homens são muito numerosos.

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