Há 45 anos, uma flor deu nome a uma revolução, atribuindo todo um novo simbolismo aos cravos. No dia 24 de abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa. Às 22h55, foi transmitida na rádio a canção "E depois do adeus", de Paulo de Carvalho, a senha para o início das operações planeadas antes.

Em menos de 24 horas, os militares conseguiram cumprir o seu objetivo, com o capitão Salgueiro Maia, que saiu da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, a assumir um papel decisivo numa intervenção que, apesar do apoio popular, teve tudo para correr mal desde a primeira hora. "Hoje, é mais ou menos claro que não havia um programa definido", afirmou, à TV 7 Dias, André Canhoto Costa, escritor e historiador.

"Havia os [militares] que queriam uma revolução claramente socialista, os que queriam uma revolução mas não sabiam qual o sistema político a adotar e os que defendiam uma democracia mais popular. Nunca foi muito claro o que se pretendia realmente", assegura mesmo o autor de "As cinco grandes revoluções da história de Portugal", um novo livro que acaba de ser publicado em Portugal pela editora Desassossego.

A flor divina que os escritores antigos associavam ao sexo masculino 

Alcançado o objetivo, o povo, eufórico, saiu à rua e o cravo vermelho tornou-se no símbolo da revolução pacífica à qual acabaria depois por dar o nome. Foi, reza a história, Celeste Caeiro, uma mulher que trabalhava num restaurante na rua Braancamp, em Lisboa, que iniciou a distribuição das flores pelos populares que, por sua vez, as ofereceram aos soldados. Inúmeros cravos acabaram nos canos das espingardas.

Cravo-do-poeta, cravina e cravinhas... São muitos os nomes desta flor. Os gregos antigos consideravam-nos flores divinas. O cravo representava, na literatura de antigamente, o homem, por oposição à rosa, que era personificada na mulher. Em muitas partes do mundo, receber cravos vermelhos é sinal de amor, de paixão e/ou de respeito, mas há outros significados, como pode descobrir na galeria de imagens que se segue.

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