Composto humano para reduzir o impacto ambiental da morte? Os EUA já o permitem e na Bélgica já se fazem experiências. Jamie Pedersen, um senador eleito por Washington, apresentou, no dia 16 de janeiro, um projeto de lei que, além das inumações e das cremações, permite às famílias dos falecidos recorrer à aquamação funerária com recurso a um processo de hidrólise alcalina para decompor cadáveres.

Nesta solução, mais ecológica, já permitida em 16 estados norte-americanos, os corpos são dissolvidos num banho químico. Além desta alternativa, o novo diploma norte-americano possibilita ainda o recurso à humusação, uma técnica que transforma os despojos humanos em composto fertilizante para adubar os solos. De acordo com o jornal The New York Times, os senadores do estado já aprovaram o documento.

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A entrada em vigor da nova legislação ainda está, no entanto, dependente da assinatura de Jay Inslee, governador democrata do estado de Washington. Apesar de nenhuma destas novas alternativas ter luz verde para avançar em mais nenhuma parte do mundo, segundo a publicação, na Europa, a Universidade Católica de Lovaina, no centro da Bélgica, pretende realizar testes científicos de humusação, usando dois porcos numa primeira fase. Em 2015, uma fundação belga trouxe o assunto para a esfera pública, lançando uma petição a favor do "método que regenera a terra".

Num ápice, reuniram 27.000 assinaturas. Em outubro do ano passado, o Conselho Comunal de Liège aprovou, por unanimidade, uma moção que também a defende. Os resultados da experiência laboratorial da Universidade Católica de Lovaina "são esperados em 2020", anunciou recentemente o canal de televisão RTBF. Os defensores do método não se cansam de lhe apontar vantagens e benefícios.

"Contrariamente aos enterros, [a humusação] não necessita de caixão, não implica o pagamento das taxas de enterro que os cemitérios cobram nem exige o pagamento de uma lápide. Também não é preciso pagar pela supultura nem pelo embalsamento ou pela utilização de produtos químicos nocivos. Não polui os lençóis freáticos com a decomposição e os resíduos de medicamentos e de pesticidas", garantem.

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