“As reuniões a que chamamos normalmente as 'reuniões do Infarmed', que reúnem peritos, responsáveis políticos, responsáveis de outros órgãos e atores sociais vão retomar no dia 07 de setembro e um dos temas fundamentais dessa reunião é precisamente o conjunto de medidas que precisamos de definir a partir de dia 15 para enfrentar este novo momento”, anunciou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no briefing após o Conselho de Ministros de hoje.

Questionada sobre o formato em que decorrerão e o porquê de serem retomadas, a ministra de Estado e da Presidência começou por referir que “as reuniões terão uma parte, a parte expositiva, que será de transmissão aberta e essa é a principal diferença que as reuniões terão face ao passado”.

“O primeiro-ministro, desde o momento em que elas foram descontinuadas, disse que uma alteração das circunstâncias, dados novos sobre os inquéritos que estavam em curso ou informação nova para ser discutida faria com que regressássemos às reuniões”, referiu a governante.

Na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros de há 15 dias, Mariana Vieira da Silva já tinha manifestado “abertura para retomar as reuniões” no Infarmed sobre o ponto de situação da epidemia de COVID-19, mas rejeitou então falhas na informação ao parlamento e aos partidos, que recebem “as grandes linhas” da informação disponível.

“Aquilo que nós temos visto um pouco por toda a Europa é um aumento dos números nos últimos dias e o Governo naturalmente não pode ficar indiferente a esse aumento e não pode deixar de se preparar para as implicações que em cada país existem sempre que quando há um ressurgimento dos casos”, referiu hoje.

Em 13 de agosto, questionado sobre o eventual regresso das sessões com epidemiologistas no Infarmed, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu então que "cabe ao governo no momento que entender adequado", depois de "terminado o mês de agosto que é o mês mais morto" repensar um modelo de informação ao país.

Reação da Zero

A organização ambientalista Zero considerou hoje uma “péssima notícia” a decisão do Governo de prorrogar até março do próximo ano o fim do uso de louça de plástico descartável na restauração. “É uma péssima notícia, porque passa a mensagem errada. Lamentamos a falta de visão e de capacidade de uma estratégia concreta para um país mais sustentável”, disse à Lusa Susana Fonseca, da direção da associação Zero.

Susana Fonseca considerou também que é um mau sinal a decisão do Governo, que acontece “na pior altura possível”, quando o país está a retomar a vida em muitas áreas.

“Há uma ideia incorreta de que o que é reutilizável é menos seguro do que o descartável”, disse Susana Fonseca, acrescentando que a medida hoje tomada “não aumenta segurança nenhuma” em relação à covid-19 e o atraso na implementação da proibição só vai reforçar essa ideia errada.

O Governo tinha decidido da proibição de louça de plástico descartável a partir de 03 de setembro, antecipando em mais de um ano (julho de 2021) uma diretiva da União Europeia nesse sentido.

Organizações do setor da restauração já tinham pedido que a utilização da loiça descartável fosse permitida até à data da diretiva, julho do próximo ano.

Na segunda-feira, o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, reiterou como fundamental a transposição da diretiva sobre plásticos descartáveis, e admitiu que a covid-19 “perturbou” esse trabalho. Mas não disse na altura se ia ou não haver um adiamento.

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