Há cada vez mais portugueses com dificuldades em pagar cuidados privados e a aderir aos seguros de saúde. De acordo com os dados da associação Portuguesa de Seguradoras (APS), no final de 2010, o número de pessoas com seguro de saúde cresceu 8,5%, ascendendo a quase 2,2 milhões.

No entanto, os tempos são de contenção económica e é importante analisar todos os gastos da família.

O objetivo passa por averiguar se o seguro que tem é apropriado para o seu perfil e se não há forma de baixar a conta. Para começar, alguns dos fatores que mais influenciam o preço a pagar dependem de si. Quanto mais saudável for, e melhor for o seu estilo de vida, menor será o preço a pagar. Mas a oferta do mercado abrange todas as classes e agora até já chegaram ao mercado os seguros de saúde low cost.

Low cost, saúde à medida

Este novo seguro rege-se por um princípio básico: “em vez de contratar um pacote predefinido de coberturas, como nos seguros tradicionais, o consumidor pode escolher apenas as que lhes interessam”, de acordo com a Dinheiro & Direitos de Julho de 2012. Por enquanto, apenas a seguradora portuguesa Logo comercializa este produto.

A adesão é feita por módulos e os serviços podem ser subscritos de forma independente. A partir de três euros por mês pode subscrever o mais básico: Bem Estar, que inclui consultas abrangidas pela medicina não convencional. Funciona sem necessidade de reembolso e sem franquia associada. “É bastante semelhante aos cartões de saúde. Em comum com os seguros “tradicionais” apenas têm a modalidade internamento, mas com limite de capital reduzido (15 mil euros)”, explicou Joaquim Rodrigues da Silva, jurista da Deco.

Cartões de saúde, a alternativa barata

Também conhecidos como planos de saúde, estes são uma alternativa
a considerar caso não consiga suportar um seguro e apenas pretenda
garantir o pagamento de consultas da especialidade, aconselha o estudo
da Dinheiro & Direitos. Os cartões de saúde garantem o acesso a uma
rede médica privada, a preços fixados previamente, mais baixos que os de
tabela.

Ideais para quem só quer reduzir as despesas com
consultas médicas. Para muitas pessoas, estes são uma alternativa aos
seguros de saúde tradicionais, pois não excluem doenças preexistentes e
não têm limites de idade. De lembrar que, caso seja necessário recorrer a
uma cirurgia, estes cartões não cobrem qualquer despesa.

Extras dos seguros de saúde

Se
não pode desembolsar muito dinheiro para suportar um seguro de saúde
completo, tenha alguns cuidados na escolha do produto. Não opte em
função de coberturas “extra”, como a estomatologia.

“Em regra,
os limites de capital para despesas são reduzidos e as franquias
elevadas”, lê-se no estudo. Por exemplo, se prevê gastos avultados em
dentista, é preferível complementar com um seguro dentário. “Além de ser
relativamente barato, não impõe períodos de carência, limite de idade
ou de encargos”, acrescenta o estudo da Deco.

Reembolso ou assistência?

Lembre-se sempre: quanto mais alto o reembolso e menor o
copagamento, maior a sua poupança. Se estiver a escolher um seguro de
saúde tenha em atenção à extensão da rede convencionada, ao montante do
copagamento e à percentagem do reembolso.

Estes pormenores podem
fazer a diferença na hora de escolher uma modalidade: sistema de
reembolso ou assistência (copagamento). Por exemplo, se está no interior
do país ou numa zona geográfica que a rede convencionada cobre mal,
opte pelo sistema de reembolso, mas se vive numa grande cidade com boa
cobertura da rede, opte o serviço de assistência.

Analise o valor das despesas

Ao
analisar um seguro de saúde considere o valor das despesas
comparticipadas pelo seguro, consoante seja atendido dentro ou fora da
rede de estabelecimentos com que tem acordo.

“Em regra, dentro
da rede convencionada, o cliente paga apenas uma pequena quantia por
cada ato. Se for atendido fora da rede, por médicos ou em locais da sua
confiança, é reembolsado entre 35% e 70% da despesa, consoante se trate
de um seguro”, lê-se no estudo publicado a Julho de 2012.

Texto: Saldo Positivo, equipa editorial especialista em finanças pessoais

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