Os números são elevados e preocupantes. Em todo o mundo, 200 milhões de mulheres sofrem de osteoporose, uma doença, que se manifesta sobretudo a partir do período da menopausa, que fragiliza os ossos, aumenta o risco de fratura e pode culminar, em muitos casos, em situações incapacitantes. Apesar de não existirem dados fidedignos para todo o planeta, os investigadores estimam que ocorra, em média, uma fratura por fragilidade óssea a cada três segundos. Em apenas um minuto, registam-se 20.

Ao fim de uma hora, 120 e, ao fim de um dia, 2.880. Por semana, serão 20.160 e, por ano, 1.048.320. As principais vítimas são mulheres mas, em menor grau, esta patologia também atinge os homens, apesar dos níveis de testosterona presentes no organismo masculino funcionarem como um bloqueio ao seu avanço. O sexo feminino é, por isso, o mais afetado. Dados compilados pela Direção-Geral da Saúde nos últimos anos revelam que uma em cada três portuguesas, com mais de 50 anos, sofre desta doença.

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Apesar de ser uma doença conhecida, apresenta uma elevada taxa de subdiagnóstico e tende a ser tratada tardiamente, o que só agrava o problema, denunciam os médicos. Para além disso, só em Portugal registam-se cerca de 40.000 fraturas por ano, com um impacto na qualidade de vida dos doentes e que podem ter como consequência a redução da sua sobrevivência. "80% dos doentes apresenta alguma limitação na realização das atividades da vida diária um ano depois de uma fratura da anca, 40% não são capazes de caminhar de forma autónoma, 30% apresentam limitação funcional significativa e permanente", refere Luís Cunha Miranda.

"E, pelo menos, uma em cada dez pessoas que sofrem uma fratura do fémur morre no ano seguinte ao acidente", alerta ainda 0 presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR). Apesar de existir hoje mais informação, as perspetivas estão longe de serem animadoras. Até 2050, o número de fraturas causadas pela doença deverá crescer cerca de 32% em todo o mundo, antecipa um estudo científico internacional divulgado pela organização International Osteoporosis Foundation em 2018.

Foi também nessa altura que foram apresentados os resultados de um estudo, designado "Reuma Census", realizado entre 2011 e 2013, que permitiu avaliar, com um maior conhecimento de causa, as patologias reumáticas que existem em Portugal. Segundo os números apurados, 10,2% da população portuguesa sofre de osteoporose, 17% no caso das mulheres e 2,6% no caso dos homens. Os dados apontam ainda que 20% das mulheres com mais de 55 anos corre o risco de vir a ter uma fratura osteoporótica.

Seguir uma dieta saudável rica em cálcio e vitamina D, praticar atividade física com regularidade e fazer a vigilância médica adequada são medidas que, de acordo com os médicos, permitem prevenir o seu aparecimento. Se não gosta de leite nem de laticínios, pode recorrer à ingestão de vegetais de folha verde escura como os bróculos, as acelgas, os espinafres e os grelos para aumentar as suas reservas de cálcio. Cebolas, laranjas, amêndoas, nozes e damascos são, a par do tofu, outros alimentos a considerar.

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