A importância da visão na nossa
vida e na sua relação com o
mundo é tão evidente que
dispensa qualquer explicação.

Acredita-se que, de toda a
informação que o ser humano
capta do exterior e que é transportada até ao
cérebro, cerca de metade é obtida visualmente. Por isso, não é de estranhar que o mundo
que nos rodeia se estruture, acima de tudo,
em função deste sentido.

Nas ruas os sinais e
placas são os nossos guias. Numa loja os preços
estão afixados em etiquetas. Na escola,
no trabalho, em todo o lado se pressupõe que
possamos ver a informação que nos disponibilizam.
Razões de sobra para tratarmos bem
dos nossos olhos, algo que muitos portugueses continuam a não fazer...

Esteja atenta

De manhã à noite, recorremos
constantemente aos olhos. «E as solicitações
são cada vez maiores», afirma o
oftalmologista Luís Gouveia Andrade, referindo
que, contudo, isso «não constitui problema,
uma vez que os olhos não sofrem
desgaste por excesso de uso».

Segundo o
especialista, o esforço visual, só por si, não
deverá «causar agravamento de uma miopia
ou de um astigmatismo pré-existentes». No
entanto, e devido a um sem número de factores,
podem ocorrer perturbações da visão. Em caso de problema, os sinais de alerta mais
comuns são «uma visão desfocada ou enevoada,
cansaço e/ou dores de cabeça (mais
frequentes ao final do dia) e visão distorcida
ou dupla», exemplifica.

A perda de visão
central ou periférica, maior sensibilidade à
luz ou olhos vermelhos e sensíveis são outras
situações a ter em conta. Caso detecte algum
destes sintomas, consulte imediatamente um
oftalmologista. Já em situações normais, as
consultas de rotina deverão ser anuais para
os adultos e a «cada seis meses no caso das
crianças, uma vez que o crescimento determina
alterações mais frequentes da correcção
óptica», refere.

Etiqueta visual

Existem regras que ajudam
a preservar a visão, como ter uma boa
iluminação (natural ou artificial) quando
estiver a ler. O uso do computador requer
cuidados especiais, como «a utilização de um
monitor TFT» e a necessidade de «regular
devidamente o contraste, brilho e luminosidade», recomenda Luís Gouveia Andrade.

Fazer pausas, de dez minutos por cada hora,
sempre que estiver a ler ou a trabalhar no
computador é outro dos conselhos deste especialista
que sugere. «Aproveite esse tempo
para fechar os olhos ou fixá-los à distância,
já que desta forma relaxa os músculos que
estiveram contraídos para permitir a visão de
perto».

Mantenha o monitor suficientemente
alto para não ter de baixar a cabeça e adopte
uma postura em que as costas façam um
ângulo ligeiramente aberto (superior a 90º)
com as coxas e estas um ângulo recto com as
pernas.

Em casa, coloque a televisão a uma
distância adequada em função da sua dimensão
e, na rua em dias de luminosidade intensa,
«utilize sempre óculos de sol com filtros
ultravioleta e protecção mínima de 50 por
cento», aconselha.


Veja na página seguinte: O que um exame oftalmológico de rotina deve incluir

NO CONSULTÓRIO

Um exame oftalmológico
de rotina deverá englobar:

- Avaliação da visão com
e sem correcção
- Estudo de mobilidade ocular
- Observação de todas as
camadas do globo ocular
- Avaliação da qualidade
e quantidade da lágrima
- Medição da pressão
intra-ocular
(em pessoas
com mais de 40 anos)


Texto: Claudia Marina com Luís Gouveia Andrade

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