As alterações laboratoriais são mais frequentes na forma sistémica da patologia, ocorrendo geralmente em doentes portadores de manifestações extracutâneas.

Pode ser observado um aumento da velocidade de sedimentação (VS) e da proteína C reativa (PCR) associada a leucocitose e eosinofilia.

Pode haver alterações da função renal e da função hepática, relacionadas com envolvimento dos respetivos órgãos assim como elevação das enzimas musculares em casos de associação a miosite.

Existem diferentes autoanticorpos que podem estar presentes nos doentes com Esclerodermia, nomeadamente os anticorpos antinucleares (ANA), detetados em 95% dos pacientes. Os ANA são autoanticorpos dirigidos contra antigénios nucleares que geralmente precedem, durante vários anos, o aparecimento da doença e podem ajudar na diferenciação entre a Esclerodermia e outras doenças do tecido conjuntivo.

Além destes destacam-se os anticorpos Ac anti- topoisomerase I (Scl 70), Ac Anti-Centrómero (ACA), Anti-RNP U1 – anti-brilharina, Anti-RNP U3, Ac anti – RNA polimerase III, Anti Pm/Scl e Anti-To. O autoanticorpos anti-Centrómero (ACA) está associado à Esclerodermia Sistémica Limitada Cutânea enquanto o autoanticorpo anti-topoisomerase (Scl-70) está mais vinculado à Esclerodermia Sistémica Difusa Cutânea.

Anticorpo Anti-RNA polimerase III

  • Espessamento cutâneo mais grave
  • Maior probabilidade de crise renal

Anticorpo Anti-Centrómero (ACA)

  • Associado à Esclerodermia Sistémica Limitada Cutânea
  • Rápida evolução da doença à data do diagnóstico
  • Menor risco de crise renal
  • Associação a hipertensão arterial pulmonar (lesão vascular)
  • Anticorpo Anti topoisomerase (scl70)
  • Patologia mais grave
  • Associação a doença intersticial pulmonar
  • Associação a crise renal
  • Envolvimento Gastrointestinal mais grave
  • Associação a envolvimento cardíaco

Anticorpo Anti-RNP U3

  • Frequente associação a hipertensão pulmonar
  • Envolvimento Gastrointestinal grave (má absorção e obstrução)

Um artigo de Maria José Rego de Sousa, Médica, Doutorada em Medicina, Especialista em Patologia Clínica.

Maria José Rego de Sousa, Médica, Doutorada em Medicina, Especialista em Patologia Clínica

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