O ser humano pode ser infetadio pela inalação dos esporos do fungo Histoplasma capsulatum que, sendo estas partículas muito pequenas (2 a 5 µm de diâmetro ), podem atingir as vias aéreas mais periféricas e alvéolos.

A histoplasmose é muitas vezes designada por "a doença das cavernas", uma vez que é neste tipo de locais que é mais facilmente descoberto o fungo acima referido.

As doze crianças resgatadas de uma caverna na Tailândia podem ter desenvolvido alguma forma de histoplasmose. Os menores estão agora sob controlo médico para monitorizar a existência de qualquer complicação patológica. Antes do resgate, médicos citados pela agência de notícias Reuters alertavam para o perigo dos adolescentes terem desenvolvido histoplasmose mas também outras doenças como meningite, leptospirose e pneumonia.

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Na maioria dos casos, a histoplasmose pode ocorrer de forma assintomática, evoluindo para a cura mesmo sem tratamento.

Se a exposição tiver sido a concentrações mais elevadas de esporos, os indivíduos podem ter um quadro clínico semelhante ao da gripe, e alguns destes casos (cerca de 10%) podem evoluir para quadros de artralgias, artrite séptica e eritema nodoso.

Doença pode evoluir para falência respiratória e morte

Noutros pode observar-se uma forma pneumónica, que pode ocorrer logo a seguir à primo-infeção, com febre alta, arrepios, perda de apetite, astenia, tosse, expectoração abundante purulenta, por vez com a emissão de sangue. Esta situação, se não for tratada, evolui para falência respiratória e morte.

Pode ocorrer, ainda, uma situação mais grave: a disseminação, por via sanguínea, da doença atingindo vários aparelhos e sistemas. Estes casos estão associados, quase sempre, a doenças que cursam com diminuição da imunidade celular (por exemplo: a infeção por VIH, linfomas, entre outras).

Este agente apresenta maior prevalência na região central dos Estados Unidos, América Central e do Sul, embora tenha sido referido noutras zonas do globo, nomeadamente na Ásia.

A referência a viagens a estas partes do mundo torna-se, assim, particularmente importante para um diagnóstico correto.

As explicações são do médico e Professor António Bugalho de Almeida, especialista em Pneumologia na CORCLINICA.

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