1. Cerca de 200 milhões de pessoas afetadas

A nível mundial 200 milhões de pessoas são afetadas pela osteoporose e a cada três segundos uma fratura surge como consequência desta doença. Nos Estados Unidos da América e na Europa, a doença já atinge cerca de 30% de todas as mulheres após a menopausa e é a responsável por fraturas em 40% das mulheres nesta fase da vida.

Em Portugal, 10,2% da população tem osteoporose e 1,7 das mulheres e 2,6% dos homens são afetados.

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Após uma fratura por fragilidade, o risco de uma nova fratura aumenta 56% e a mortalidade aumenta 10 a 20% em mulheres que fraturam a anca.

2. A perda de altura

Se um indivíduo perdeu mais de 3cm de altura, pode ser um indício de que sofreu fraturas nas vértebras (coluna) causadas pela osteoporose. As fraturas da vértebra podem provocar curvaturas na coluna ou uma corcunda.

3. O risco da fratura da anca

Um indivíduo com fratura da anca – as mais graves e mais perigosas – vai necessitar de um apoio por parte de cuidadores. Esta fratura leva à perda de independência física e, na realidade, menos de metade dos indivíduos que sobrevivem a uma fratura da anca recuperam o seu nível funcional.

Mencione-se que, aproximadamente, 20 a 25% das pessoas que sofrem uma fratura a este nível morrem em menos de um ano.

A incidência mundial da fratura da anca deverá aumentar 240% nas mulheres e 310% nos homens e, em 2050, irão registar-se 6,26 milhões de fraturas da anca.

4. Menopausa/histerectomia

As mulheres na pós-menopausa e aquelas que já retiraram os ovários ou tiveram a menopausa precoce antes dos 45 anos, devem prestar maior atenção à sua saúde óssea. A perda óssea acelerada começa depois da menopausa, quando o efeito protetor do estrogênio fica reduzido.

Para algumas mulheres, uma terapia de reposição hormonal pode ajudar a reduzir o ritmo da perda óssea, quando iniciada antes dos 60 anos ou até 10 anos depois da menopausa.

5. A importância da idade

Não podemos ver a osteoporose como um problema de uma população mais idosa, a genética tem impacto e a fragilidade do osso pode ser detetada mais cedo.

Com as crianças e adolescente, há que desenvolver ao máximo a massa óssea para garantir um pico elevado, capaz de assegurar ossos fortes e saudáveis ao longo de toda a vida. Nos adultos é importante garantir a saúde dos ossos e evitar a perda de massa óssea prematura.

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6. A massa óssea ao longo da vida

A partir dos 50 anos, o declínio da massa óssea é maior e mais rápido, sobretudo nas mulheres a partir da menopausa.

Um aumento de 10% na densidade mineral dos ossos nesta fase de pico pode atrasar o desenvolvimento da osteoporose em cerca de 13 anos.

7. Os hábitos saudáveis

Sabe-se que o efeito do fumo do tabaco e o consumo excessivo de álcool prejudicam a saúde dos ossos, contribuindo para a sua fragilidade. O tabaco, por exemplo, atrasa a remodelação óssea e o álcool em excesso aumenta o risco de fraturas a longo prazo, porque afeta as células e as hormonas responsáveis pela formação óssea.

Além disso, as pessoas que bebem mais de 2 unidades de álcool por dia têm um risco de 40% superior de sofrer uma fratura osteoporótica, quando comparadas com indivíduos que bebem álcool em quantidades moderadas ou que não bebem de todo.

8. O risco da falta de vitamina D

É produzida na pele após exposição solar e desempenha um papel determinante na saúde dos ossos, já que é responsável por favorecer a absorção do cálcio nos intestinos. Ou seja, sem vitamina D o cálcio não vai para onde é mais necessário – os ossos – sendo excretado do organismo.

Com a tendência registada atualmente para se passar cada vez mais tempo em ambientes fechados (menos deslocações a pé, crianças e jovens a interagir menos ao ar livre) os défices de vitamina D podem assumir níveis preocupantes.

Recomenda-se exposição solar diária entre 10 a 20 minutos, com cuidados para evitar demasiada ou inadequada exposição solar.

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9. A importância do exercício Físico

A prática de exercício físico é fundamental para uma vida saudável em geral e torna-se particularmente importante no que toca a garantir resistência óssea e força muscular.

Durante a fase de formação dos ossos, bem como logo depois (até aos 30-35 anos), o exercício ajuda a obter um bom pico de massa óssea. A partir desta idade, contribui para evitar a sua perda. Além disso, ajuda a melhorar o equilíbrio, a postura e os reflexos. Em conjunto, estes benefícios vão ajudar, a partir dos 50 anos, a reduzir quedas e a prevenir fraturas.

10. A alimentação

Uma alimentação rica e variada é crucial, assim como garantir as doses diárias de cálcio:  é um dos minerais de que o corpo humano mais necessita, sendo que a maior parte (95%) encontra-se nos ossos e dentes.

Além disso, todas as células necessitam dele para realizarem as suas funções, sendo também fundamental para a coagulação sanguínea, contração muscular e transmissão de impulsos nervosos. Como o nosso organismo não o fabrica, quando não há ingestão das quantidades necessárias vai buscá-lo aos ossos. A principal consequência é evidente: redução da massa óssea.

Um artigo da médica Helena Canhão, professora universitária na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa (UNL).

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