Embora o seu nome nos faça pensar
imediatamente no café, a cafeína é uma
substância natural que se encontra em
cerca de 60 plantas e tem, por vezes,
designações distintas.

A cafeína está
presente nas folhas de chá, ainda que
sob a designação de teína, que deriva
da palavra chá. Tea, em inglês. O cacau, os frutos do guaraná e a noz
de cola contêm igualmente esta
substância natural.

Esta substância é também encontrada em muitos outros produtos
como bebidas, chocolates ou até
fármacos. Apesar deste ponto em
comum, o teor de cafeína nos vários
alimentos e bebidas não é idêntico. Por exemplo, o chá contém uma
quantidade significativa de cafeína,
ainda que em menor concentração do
que o café, e nos refrigerantes a
presença deste estimulante é ainda
menor. Fique a conhecer as diferenças
e aprenda a fazer melhores opções.

Estimulante natural

Assim que a cafeína é absorvida pela
corrente sanguínea começa a fazer efeito.
Isto ocorre cerca de 45 minutos após a
ingestão, mantendo-se em circulação
durante um período variável, de cerca de
quatro horas, mas que pode prolongar-se
até dez horas. Ao atingir o sistema nervoso
central, a cafeína bloqueia a ação da
adenosina, uma substância calmante que o
organismo produz, ao mesmo tempo que
estimula a produção de adrenalina, daí o
seu efeito estimulante.

À mesa

São várias as bebidas que incluem cafeína
na sua composição, embora em porções
distintas. Por exemplo, uma chávena de
chá contém uma quantidade considerável
de cafeína, ainda que em menor
concentração do que o café.

Da mesma forma, os refrigerantes à base de extratos de chá contêm cafeína, tal
como aqueles feitos à base de extratos de
cola, guaraná ou as bebidas energéticas.
Consumir este tipo de produtos com
moderação é a recomendação dos
especialistas. Pode, também, optar
pelas versões sem cafeína existentes
no mercado, que ajudam a reduzir ou
controlar o consumo deste estimulante
natural.

Dose diária

Independentemente da sua tolerância
à cafeína, para a maioria dos adultos
saudáveis, doses moderadas desta
substância (200 a 300 miligramas por dia) não representam um risco para a saúde,
desde que acompanhadas de hábitos de
vida saudáveis, alerta o Conselho Europeu
de Informação Alimentar.

or outro lado,
doses diárias de 500 a 600 miligramas
podem desencadear alguns sintomas,
que devem ser encarados como um sinal
claro de que tem de reduzir o consumo, nomeadamente insónia, ansiedade,
irritabilidade, problemas de estômago,
ritmo cardíaco acelerado e tremores
musculares.

Como consumir

O tempo da degradação completa da
cafeína no organismo varia de pessoa
para pessoa, de acordo com o peso,
a regularidade com que a ingere e o
metabolismo, por isso os seus efeitos são
também variáveis. É por isso que há quem
tome uma bica a seguir ao jantar e tenha
um sono reparador e quem tenha de evitar
o café após o almoço, se quiser dormir
à noite.

A diferença entre consumidores
pontuais e consumidores regulares deve-se ao nível de tolerância do organismo e
que faz com que, progressivamente, sejam
necessárias maiores doses de cafeína
para atingir um mesmo efeito. No que
respeita à infância, o Conselho Europeu
de Informação Alimentar recomenda que
o consumo em excesso desta substância
por parte dos mais novos seja controlado,
para evitar mudanças temporárias no
comportamento, como um maior estado
de alerta, irritabilidade, ansiedade e
nervosismo.

Veja na página seguinte: Os benefícios da cafeína

Investigação científica

Nos últimos anos, tem aumentado a
evidência quanto ao consumo de café
e a manutenção das funções cognitivas
durante o envelhecimento. Estes benefícios,
observados a longo prazo, podem estar
ligados aos flavonoides e à cafeína presente
no café, ambos antioxidantes.

Estima-se
que esta subtância tem um efeito protetor
contra a diabetes tipo II, doença de
Parkinson e doença hepática. A cafeína
tem vindo, também, a ser associada a uma
melhoria da qualidade de vida de alguns
pacientes que sofrem de asma.

Estudos
mais recentes sugerem que esta pode
também ser útil no tratamento de reações
alérgicas devido à sua ação na redução das
histaminas, hormonas que resultam da descarboxilação enzimática do aminoácido histidina.

Conselhos

3 estratégias simples para moderar
o consumo diário de cafeína sempre
que seja necessário:

- Procure versões sem cafeína. Existem no mercado inúmeras opções
de bebidas descafeinadas, nomeadamente café, chá ou
refrigerantes. Experimente.

- Quando preparar chá, reduza o tempo de
infusão das folhas de chá na água para
diminuir o teor de teína ou substitua a
bebida por uma infusão de ervas.

- Leia a bula dos medimentos. Alguns analgésicos
contêm cafeína na sua composição,
procure fármacos que não usem a
substância.

Guia bebidas à lupa

Estas são, de acordo com o Laboratório de Química do Instituto Ricardo Jorge, as quantidades de cafeína presentes nalgumas das bebidas mais consumidas. Nas diferentes categorias, foi representado o valor da marca líder segundo o índice da Nielsen:

Café expresso (80 ml): 184 mg
Bebida Energética (250 ml): 71,8 mg
Chá preto (250 ml): 46,3 mg
Cola normal (330 ml): 29 mg
Iced tea (330 ml): 21,5 mg
Descafeinado (80 ml): 1,1 mg
Cola sem cafeína (330 ml): 0 mg

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