“Neste ultimo mês, praticamente de 14 de dezembro a 14 de janeiro, a nossa urgência em termos médios teve menos doentes do que no período homólogo do ano anterior”, afirmou Hélder Roque aos jornalistas, após uma sessão solene na unidade de saúde, presidida pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, na qual foram assinados diversos protocolos.

Contudo, “os doentes vêm em muito pior estado”, com “multipatologias que obriga a uma atenção mais redobrada e a uma vigilância mais apertada”, observou Hélder Roque.

“Os doentes têm necessidade de permanecer muito mais tempo e serem consultados mais vezes pela equipa médica até estabilizar o seu quadro clínico”, explicou o médico, admitindo que esta situação “aumenta, também, o tempo de espera dos outros doentes, sobretudo os doentes não urgentes”.

O responsável notou existirem “dias de grande afluência” e outros de “fraca afluência”, pelo que tem havido “picos que é difícil controlar” no serviço de urgência do hospital de Leiria, hoje distinguido com a Medalha de Serviços Distinto Grau Ouro pelo Ministério da Saúde.

“E quando isso acontece, as equipas que estão de escala são reforçadas, há uma resposta mais pronta, há um acompanhamento mais diário da direção clínica que tem tido uma presença mais constante na nossa urgência e vai respondendo pontualmente a esses picos”, declarou.

Destacando a necessidade de diferenciar os doentes urgentes dos não urgentes, Hélder Roque adiantou que a unidade de saúde tem registado “urgências nesta altura de situações que vêm para renovação de receitas”.

“Para passarmos uma receita, temos que prestar atenção e é mais uma consulta”, declarou, referindo que o tempo médio de espera na urgência é de uma hora e vinte minutos, contabilizadas todas as cores da triagem.

Sobre a existência de mortes em serviços de urgência alegadamente relacionados com o tempo de espera para atendimento, Hélder Roque reiterou que ao hospital recorrem pessoas doentes, “mais fragilizadas”, com patologias associadas a essas doenças, sendo que o grupo etário é, também, “um pouco mais envelhecido”.

O responsável, que está há nove anos à frente da unidade de saúde e passou “por muitos invernos”, garantiu que a situação atual é “extraordinária” e que obrigou a medidas “excecionais”.

Por exemplo, o hospital reduziu toda a atividade cirúrgica, limitando-a a intervenções urgentes e oncológicas, “para não ocupar camas que possam ser necessárias para o serviço de urgência”.

“Reduzimos a nossa consulta externa”, acrescentou, referindo que estas consultas podem ser desmarcadas para outra data, “para libertar também os médicos, que estão sobrecarregados, para poderem fazer as atividades que são essenciais, que é consultar e vigiar os doentes que estão internados”.

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