Segundo disse à Lusa a vice-presidente da Abraço, Cristina Sousa, os resultados positivos, seis para a Sífilis e dois para o VIH/Sida, estão em sintonia com os dados de 2013 da Direção Geral de Saúde, que posicionam Aveiro como o segundo distrito de país, logo a seguir ao Porto, em número de casos diagnosticados de Sida e o 5º a nível nacional.

“Com dois positivos em apenas 655 testes HIV, provavelmente estamos dentro da mesma estatística dos 15 mil que não são rastreados”, comentou Cristina Sousa, realçando que o objetivo do programa é atingir o maior número possível de pessoas, no sentido de permitir o diagnóstico atempado e atuar preventivamente.

“Quanto mais precoce o diagnóstico, mais fácil é o tratamento e melhor a qualidade de vida, sem efeitos secundários e doenças oportunistas associadas”, sublinhou.

Dado existirem poucas respostas de rastreio, a equipa do Projeto +Abraço Aveiro, financiado pela Direção Geral de Saúde, percorreu o distrito com uma unidade móvel, realizando rastreios junto de grupos de risco, com o objetivo principal de fazer o diagnóstico precoce do VIH/Sida e outras infeções sexualmente transmissíveis.

“Procurámos trabalhar principalmente com a população mais fragilizada em relação ao VIH, como as trabalhadoras do sexo, homens que têm sexo com homens, imigrantes e minorias étnicas”, esclarece a vice-presidente da Abraço.

Para chegar a esses grupos-alvo, foram criadas estratégias com os parceiros locais e feita a divulgação junto da população em geral.

“Não ficamos só à espera na unidade móvel à espera que as pessoas venham ter connosco. Existe toda uma intervenção inicial de divulgação junto da população e a articulação com os parceiros, além de que existe um conjunto de recursos para além da realização dos testes, como a entrega de preservativos e cuidados de enfermagem”, descreve.

A equipa realizou também 436 testes rápidos da Sífilis, uma doença que, segundo Cristina Sousa, tem estado “encoberta”.

“A sífilis não era o nosso foco principal, mas começámos a perceber que devíamos realizar também testes em conjunto. Foram seis positivos e é uma doença que tem de ser tratada com urgência, que está atual e os casos vêm-nos dizer isso”, conclui.

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