O tromboembolismo venoso (TEV) associado ao cancro é cada vez mais prevalente e estima-se que afete um quinto de todos os doentes oncológicos, de acordo com dados do Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT). Uma pessoa com cancro tem um risco superior de desenvolver um coágulo venoso, sendo a trombose a segunda causa de morte em doentes com cancro, apenas superada pela evolução do próprio tumor.

Os doentes oncológicos possuem um risco relativo de TEV cerca de 4 a 7 vezes superior à população em geral, e  uma taxa de incidência de cerca de 13 por 1.000 indivíduos por ano. A probabilidade de repetição de um evento de TEV num doente oncológico, é mais elevada e a taxa de recorrência é cerca de 3-4 vezes superior à da  população em geral.

No Dia Mundial da Trombose, que se assinala anualmente a 13 de outubro, a LEO Pharma alerta para a estreita relação entre os episódios de tromboembolismo e o cancro. Esteve Colomé, diretor do departamento médico da Unidade de Trombose da LEO Pharma, “o cancro conduz a um estado de hipercoagulação, aumentando a espessura do sangue e favorecendo o surgimento de coágulos. Entre os principais fatores de risco da trombose está a neoplasia avançada.”

Estes fatores de risco são particularmente relevantes nos primeiros meses após o diagnóstico de tumor, coincidindo com o período em que se realizam tratamentos como a cirurgia ou a quimioterapia, que também contribuem para a formação de coágulos. Apesar de a trombose ser relevante nos doentes com cancro, contribuindo para agravar o prognóstico, é uma doença que pode ser prevenida.

Estudo ibérico

Em Portugal, o cancro colorretal é o tipo de cancro mais frequente, com uma incidência anual de 10 mil novos casos. Desde 2018, é a primeira causa de novos casos de cancro, segundo dados da Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC).

Há mais de 70 anos que a LEO Pharma aposta na investigação, desenvolvimento e produção de heparinas de baixo peso molecular (um antigoagulante), mantendo o compromisso com a prevenção e a melhoria do tratamento da trombose. Desta forma, a LEO Pharma está a apoiar o Estudo PROTINCOL, um estudo ibérico promovido pelo Grupo Gallego de Investigación en Tumores Digestivos (GITuD), levado a cabo por investigadores independentes, e que terá início em novembro de 2022.

A identificação dos doentes que necessitam de terapêutica com anticoagulantes surge como uma necessidade urgente para evitar que alguns doentes possam estar expostos, desnecessariamente, ao risco de hemorragias.

Em Portugal, o estudo é coordenado por Helder Mansinho, Diretor do Serviço de Hemato-Oncologia do Hospital Garcia de Orta. Será o estudo ibérico mais robusto realizado até ao momento nesta área e conta com a participação de um total de 30 serviços de Oncologia de Portugal e Espanha. Estima-se que seis serviços de Oncologia em Portugal integrem o estudo durante o primeiro trimestre de 2023.

Os avanços científicos nesta patologia têm possibilitado o aumento da sobrevida dos doentes nesta situação clínica, com o uso da quimioterapia e das terapêuticas direcionadas, que podem aumentar secundariamente o risco de trombose, para o qual a prevenção do tromboembolismo venoso adquire maior relevância.

O estudo será apresentado durante a Reunião “Impacto da Trombose Associada ao Cancro”, organizada pelo Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) com o apoio da LEO Pharma, no painel “A Importância De Prevenir, Diagnosticar E Tratar O Tromboembolismo No Doente Oncológico”. A reunião acontece no dia 5 de novembro, a partir das 15h, em formato híbrido.

Veja ainda: Os sintomas de cancro mais ignorados pelos portugueses

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