"Trinta e oito doentes ainda se encontram em cuidados intensivos, 23 dos quais com suporte ventilatório", indica um comunicado distribuído aos jornalistas no final do último encontro da equipa composta por elementos de vários organismos da saúde e do ambiente.

O comunicado da Direção-Geral da Saúde, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, adianta ainda que outros 183 doentes já tiveram alta.

Até ao momento ocorreram dez mortes confirmadas por Doença dos Legionários em doentes com idades compreendidas entre 52 e 89 anos (sete homens e três mulheres).

Desde 07 de novembro, registaram-se 336 casos de 'legionella' e em 327 dos casos, os doentes foram internados em hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, em três na região norte, e em cinco na região centro e um na região do Algarve.

O documento informa que tiveram já alta 179 doentes internados nos hospitais de Vila Franca de Xira e nos restantes hospitais de Lisboa e Vale do Tejo, um dos doentes internados nos hospitais do norte, dois no centro e um no Algarve.

No final do último encontro da equipa criada para lidar com a infeção, o diretor geral da Saúde, Francisco George, revelou que as bactérias encontradas em doentes com legionella são semelhantes às detetadas numa torre de refrigeração da empresa Adubos de Portugal.

Na mesma ocasião o ministro da Saúde, Paulo Macedo, declarou extinto o surto.

Os resultados das análises, feitas pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, serão enviados para o Ministério Público "para eventual apuramento de crime ambiental com origem na água de uma das torres de refrigeração da empresa Adubos de Portugal (ADP)".

Contactada pela Lusa, a empresa Adubos de Portugal escusou-se a comentar o assunto.

A 'task force' deu por excluídas "outras fontes potenciais" de infeção, nomeadamente a água de consumo, grandes superfícies comerciais e sistemas de ar-condicionado.

"Os trabalhos de monitorização da qualidade da água, nomeadamente depois da reabertura das piscinas e balneários, prosseguem" acrescenta o documento.

O risco de infeção "é agora praticamente nulo", já não existindo "as condições ambientais, incluindo as atmosféricas, que se conjugaram para originar o surto", considera a equipa.

A doença do legionário, provocada pela bactéria Legionella pneumophila, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

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