Desenvolvida no Instituto de Materiais de Aveiro (CICECO), a nova tecnologia foi alvo de pedido internacional de patente com o apoio da UACOOPERA, estrutura de interface da Universidade de Aveiro (UA) com o exterior.

A invenção permite o desenvolvimento de minitecidos tumorais no laboratório para acelerar a descoberta e testagem de novas metodologias terapêuticas para este tipo de cancro.

“O adenocarcinoma ductal pancreático é o tipo de cancro pancreático mais fatal e mais comum, representando cerca de 95% de todos os cancros pancreáticos diagnosticados”, refere uma nota da Universidade.

Em Portugal, prossegue, “este tipo de cancro é atualmente também um dos mais mortíferos, prevendo-se que se torne a principal causa de morte por cancro no país em 2030”.

O grupo de investigação COMPASS, liderado por João Mano, professor do Departamento de Química (DQ) da Universidade de Aveiro (UA) e membro do laboratório associado CICECO, desenvolveu um modelo de tecido tumoral pancreático tridimensional ‘in vitro’, com a morfologia encontrada nos tumores humanos.

A nova tecnologia permite “mimetizar diferentes morfologias de tumores pancreáticos em laboratório, podendo ser a base de um ‘kit’ para avaliação de terapias avançadas ou personalizadas, baseadas em imunoterapia ou nanomedicina, num contexto mais próximo do real no paciente”.

Segundo a nota de imprensa universitária, a tecnologia agora desenvolvida “abre ainda novas linhas de investigação ao nível dos estudos fundamentais da biologia do cancro e do diagnóstico, incluindo o estudo e descoberta de novos biomarcadores ou mecanismos de resistência a fármacos, assim como abre portas para a modelação computacional do desenvolvimento do tumor”.

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