A dívida do Serviço Nacional de Saúde a empresas de dispositivos médicos ultrapassava os mil milhões de euros no final do primeiro trimestre, mais 246 milhões do que em dezembro de 2011, segundo a Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos.

Em comunicado, esta associação indicou que a dívida era de 1.024 milhões de euros no final de março, correspondendo a um prazo médio de pagamentos de 555 dias, o que significa “um aumento de 77 dias relativamente à situação que se registava no trimestre anterior”.

Segundo o secretário-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED), Humberto Costa, “a tendência de subida que se tem verificado em todos os trimestres foi mais acentuada no primeiro trimestre de 2012, pelo facto do pagamento dos fornecimentos efetuados neste período, ao abrigo da Lei dos Compromissos, ter sido feito já em Maio, e de não ter sido ainda iniciada a prometida regularização do montante da dívida acumulada até dezembro de 2011”.

“A grande preocupação das empresas do sector está agora centrada no "timing" e na forma como a regularização dessa dívida se irá processar, nomeadamente pelo facto de terem começado a ser conhecidos alguns casos de pedidos de descontos como contrapartida de um pagamento há muito devido”, denunciou.
Humberto Costa alerta ainda para o facto de se registar “um aumento significativo do valor dos produtos em regime de empréstimo, que só nos produtos para a área de arritmologia atingiu cerca de 30 por cento”.

A APORMED conta atualmente com 47 empresas que representam cerca de 60 por cento do mercado de dispositivos médicos avaliado em cerca de 720 milhões de euros.

23 de maio de 2012

@Lusa

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