Ricardo Correia, dirigente da Direção Regional da Beira Alta do SEP, referiu hoje em conferência de imprensa que aquela instituição "tem um défice de 95 enfermeiros".

"A [administração da] ULS tem uma bolsa de recrutamento ativa e está à espera de autorização do Ministério da Saúde para a contratação de novos enfermeiros", disse.

O sindicalista referiu que o SEP considera a espera na contratação de novos enfermeiros como sendo "longa" e "incompreensível", dada "a grave carência de enfermeiros" na ULS da Guarda.

A falta de profissionais tem consequências a vários níveis, alerta o SEP, desde logo o "aumento do ritmo e do volume de trabalho", sendo que os enfermeiros também "estão desmotivados e há um aumento de doenças profissionais".

Os enfermeiros da ULS "têm a haver milhares e milhares de horas", denunciou, referindo que existe um acumulado global de 14 mil horas.

"Estamos a chegar a um ponto de muita saturação, de muita exaustão, porque 14 mil horas a mais numa instituição como a ULS dará uma média de 95 horas por mês a cada enfermeiro", explicou.

O SEP exige do Governo um maior investimento no SNS e pede a "imediata contratação de mais enfermeiros" para colmatação das carências existentes.

O sindicalista Honorato Robalo, também presente no encontro com os jornalistas, disse que o SEP enviou uma carta aos deputados na Assembleia da República a alertar para as consequências da sobrecarga de trabalho para os enfermeiros e a desvalorização do valor do trabalho, através de trabalho efetivamente extraordinário e não pago.

"Infelizmente, as propostas em sede de Orçamento do Estado para 2017 não resolvem os problemas estruturais decorrentes da grave carência de enfermeiros", é referido na missiva.

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