O programa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ‘Saúde Mais Próxima’ arranca na quinta-feira na Mouraria e ao longo de um ano estende-se por 30 bairros históricos e municipais lisboetas para informar e rastrear as principais doenças crónicas.

A administradora da Santa Casa com o pelouro da Saúde, Helena Lopes da Costa, indicou que a iniciativa se vai estender a espaços públicos e “eventos especiais”.

Sempre com o apoio de uma sociedade científica, a abordagem das doenças muda a cada dois meses. O programa começa pelas doenças respiratórias em parceria com a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).

Em maio e junho, as equipas de enfermeiros devem receber nove mil pessoas, segundo a responsável, que indicou a possibilidade de haver rastreios a alergias, asma, tabagismo, tuberculose e doença pulmonar obstrutiva crónica.

No terreno vão estar três equipas de profissionais de saúde da Santa Casa, técnicos de espirometria (exames aos pulmões) da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa e da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha, além do apoio da SPP.

O programa ‘Saúde Mais Próxima’ inclui também duas unidades móveis e uma tenda insuflável, que servem como consultório.

A escolha das doenças respiratórias para dar início ao programa deveu-se ao facto de serem a quarta causa de mortalidade em todo o mundo e de afetarem mais de 10% da população portuguesa.

Helena Lopes da Costa lembrou que em termos de crise são “cada vez mais aqueles que precisam de ajuda, sobretudo em termos de saúde, já que se tende a relegar as consultas e exames médicos para segundo plano”.

Com este projeto, a responsável acredita que a Santa Casa “regressa às origens e procura as pessoas que precisam”.

“Vamos abrir as portas da Santa Casa a toda a população da cidade, vamos informar, detetar e ajudar quem precisa”, disse.

Até ao final de 2012 vão ser feitos rastreios às doenças cardiovasculares, ao cancro da pele e às doenças sexualmente transmissíveis.

Em 2013, as doenças a rastrear serão a obesidade, a diabetes e a osteoporose, existindo ainda, paralelamente, avaliações gerais do estado de saúde de todos os que pretenderem.

Em maio do próximo ano serão avaliados os resultados obtidos. “Mas é nossa intenção dar continuidade a esta política de saúde de proximidade”, disse a responsável.

16 de maio de 2012

@Lusa

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