Esta será a primeira experiência-piloto de unidades de internamento e de ambulatório de cuidados continuados pediátricos, com incidência nos cuidados clínicos de reabilitação, da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Em entrevista à agência Lusa, o coordenador nacional para a reforma do Serviço Nacional de Saúde na área dos cuidados continuados integrados, Manuel Lopes, avançou que primeira unidade abrirá portas no “início de junho” e “vai contratualizar 10 camas de internamento e 10 lugares de ambulatório”.

Progressivamente irão abrindo novas unidades ao longo do ano, “de acordo com a disponibilidade dos nossos parceiros, porque envolve o terceiro setor”, disse Manuel Lopes, na data em que se assinala o Dia Internacional da Criança.

Sem querer especificar o local exato onde a unidade vai abrir, porque “o contrato ainda não está assinado”, Manuel Lopes adiantou que a iniciativa decorreu de um movimento da sociedade civil.

“Foi um conjunto de profissionais que se organizaram e construíram exclusivamente com o dinheiro do mecenato aquela unidade e agora estão em condições de se candidatarem a esta resposta”, disse o coordenador da RNCCI.

Manuel Lopes explicou que o Estado avalia se as unidades criadas correspondem ao que está definido como “unidades adequadas para responder às crianças”.

Em caso de estar em conformidade com os parâmetros definidos pelo Estado é feito um contrato com a entidade e a experiência-piloto decorre durante um ano, um aspeto que Manuel Lopes considera “particularmente importante”, porque não há experiências anteriores nesta área.

“Precisamos de reunir um conjunto de condições que nos permitam durante um ano acompanhar essas unidades de muito perto e irmos aprendendo, em conjunto, que tipo de alterações precisamos de introduzir (…) para que corresponda às necessidades das pessoas que pretende cuidar”, frisou.

“É uma resposta nova da rede, é a rede a expandir-se” para “responder a públicos que até aqui não tinham uma resposta específica”, crianças que vivem situações de dependência prolongada.

“Temos um grupo que não é muito expressivo, mas que existe, de crianças em situação de dependência”, uma “novidade dos tempos modernos”, disse, explicando: “Até há alguns anos atrás, as crianças com doenças crónicas, e muitas delas incapacitantes, não viviam muitos anos”, disse o responsável da rede.

Atualmente, com a evolução da qualidade dos cuidados de saúde em Portugal e no mundo “essas crianças estão a chegar a idades muito mais avançadas e algumas chegam inclusivamente à idade adulta”.

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