Para elaborar o estudo, publicado na revista Emerging Infectious Diseases, dos Centros para o Controlo e a Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, os cientistas examinaram os quartos de hotel dos estudantes, que regressaram à China a 19 e 20 de março.

Ao chegarem, foram transferidos para um hotel para cumprir 14 dias de quarentena obrigatória.

Na manhã do segundo dia de isolamento, permaneceram assintomáticos, mas testaram positivo para a COVID-19 e foram hospitalizados.

Os investigadores afirmaram que o estudo "demonstra uma extensa contaminação ambiental com o RNA do SARS-CoV-2 em um tempo relativamente curto".

Além disso, destacaram que se detetou uma maior carga viral depois do contato prolongado com lençóis e fronhas.

"A deteção do RNA do SARS-CoV-2 nas superfícies de lençóis, cobertor e fronha ressalta a importância dos procedimentos de manipulação adequados ao trocar ou lavar a roupa de cama usada pelos pacientes" com COVID-19, pontuaram.

"Em resumo, nosso estudo demonstra que os pacientes pré-sintomáticos têm alto desprendimento de carga viral e podem contaminar facilmente os ambientes", concluíram.

O estudo foi iniciado aproximadamente três horas depois de os pacientes testarem positivo. Neste momento, os cientistas recolheram amostras de várias superfícies nos quartos. Ao todo, analisaram 22 amostras dos dois quartos.

Oito das amostras deram positivo para a COVID-19. Seis pertenciam ao quarto do estudante identificado como Paciente A e eram do interruptor da luz, a maçaneta da porta do banheiro, o lençol, o cobertor, a fronha e a toalha. No quarto do Paciente B foram detetadas amostras positivas em uma torneira e em uma fronha.

A pesquisa foi feita por cientistas do Centro Qingdao para o Controlo e a Prevenção de Doenças, o Centro Provincial de Shandong para o Controlo e a Prevenção de Doenças, o Centro Global de Pesquisa em Saúde da Universidade Duke Kunshan e o Instituto de Microbiologia e Epidemiologia de Pequim.

Cientistas de todo o mundo estudam quanto tempo o vírus pode sobreviver em superfícies variadas. Os estudos demonstraram que podem viver de três horas a sete dias a depender do material, de acordo com as conclusões da Clínica Cleveland.

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