“Sabemos que doenças como a rinite e a asma são na realidade doenças inflamatórias crónicas e que as mudanças de estação também podem favorecer a ocorrência de crises, que nesta altura são frequentemente de causa alérgica”, explica Susana Lopes da Silva, alergologista do Hospital Lusíadas Lisboa.

Entre as queixas mais frequentes estão o corrimento, obstrução e/ou prurido nasal, espirros, tosse, pieira, sensação de falta de ar e aperto torácico, olho vermelho, lacrimejo e prurido ocular. Também são frequentes os agravamentos de quadros de eczema ou urticária.

Não valorizar a doença alérgica é um dos principais erros cometidos pelos próprios doentes. “As pessoas habituam-se aos constrangimentos que os sintomas provocam, ano após ano, aprendem a lidar com eles, desvalorizam o seu impacto na qualidade de vida e nem sempre estão devidamente informados sobre a evolução negativa que este tipo de doenças pode sofrer”, explica a alergologista.

A evolução dos métodos de diagnóstico e das terapêuticas disponíveis para as alergias tem ajudado a encontrar soluções específicas para cada caso. Em particular, “o desenvolvimento de novas vacinas tem permitido encontrar esquemas mais confortáveis para o doente, mais eficazes e seguros, sempre com o objetivo de controlar a evolução da doença, de minimizar as queixas de cada pessoa e a sua dependência de medicamentos”, revela a especialista.

A frequência dos casos de doenças alérgicas tem vindo a aumentar nos países desenvolvidos, sobretudo nos meios urbanos, acreditando-se que a este fenómeno não será indiferente o aumento da poluição atmosférica, a crescente utilização de antibióticos e a diminuição do contacto dos seres humanos com a terra e com o ambiente rural, provocando alterações na flora intestinal e no sistema imunitário.

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