“Não há nenhum caso na Madeira. Agora, podemos dizer que, eventualmente, poderemos ter algum caso”, disse Pedro Ramos.

O governante falava à margem de uma visita à Escola Básica do 1.º ciclo com Pré-escolar Ribeiro Domingos Dias, no Funchal, no âmbito do Programa de Saúde Oral – Madeira a Sorrir, que abrange cerca de 100 estabelecimentos de ensino na região autónoma.

“Nós somos uma terra de turismo, temos gente a entrar e a sair pelo aeroporto, pelos portos, pelas marinas, e aquilo que o plano de contingência prevê é um fluxograma de prevenção e de deteção”, disse, esclarecendo que se trata de um plano “dinâmico”.

O Plano de Contingência para o coronavírus Covid-19 na região, que foi apresentado ao público no dia 03 de fevereiro, estabelece as normas e as orientações dos profissionais de saúde e bombeiros perante os casos suspeitos, que, a ocorrerem, serão encaminhados para o Hospital Central do Funchal por uma equipa especial dos Bombeiros Voluntários Madeirenses.

Todas as entidades regionais receberam informação por parte do Instituto de Administração da Saúde (IASAUDE) com orientações semelhantes, tendo sido também criada uma linha telefónica de emergência – 800 24 24 20.

“A elaboração do plano de contingência e as alterações que esse mesmo plano tem vindo a sofrer desde o dia 03 de fevereiro, de acordo com as recomendações nacionais e internacionais, dá-nos uma situação de tranquilidade para, se aparecer algum caso, promover o seu isolamento e tratamento”, declarou Pedro Ramos.

O balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de 2.800 mortos e mais de 82 mil pessoas infetadas, de acordo com dados reportados por 48 países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 33 mil recuperaram.

Além de 2.744 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) registou 25 casos suspeitos de infeção, sete dos quais ainda estavam em estudo na quarta-feira à noite.

Os restantes 18 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos.

O único caso conhecido de um português infetado pelo novo vírus é o de um tripulante de um navio de cruzeiros que foi internado num hospital da cidade japonesa de Okazaki, situada a cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Tóquio.

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