13 de fevereiro de 2013
A Assembleia da República recomendou ao Governo a inclusão da vacina pneumocócica no Programa Nacional de Vacinação (PNV), segundo uma resolução hoje publicada em Diário da República, com vista a reforçar as condições de saúde dos portugueses e a quebrar desigualdades sociais.
Na resolução, o Parlamento recomenda ao Governo a inclusão da vacina absorvida pneumocócica poliosídica conjugada de 13 valências no PNV. A vacina em causa é indicada sobretudo para crianças até aos dois anos, podendo evitar formas de infeção grave, como meningite, pneumonia e septicemia, e tem uma eficácia superior a 90%. 
"Cada uma das três tomas custa mais de 70 euros, o que cria uma grande injustiça social, porque só as crianças de agregados familiares com maiores recursos financeiros fazem as três tomas", defendeu, em janeiro, Teresa Caeiro, deputada do CDS-PP, partido que assina um dos projetos de resolução que pedem a inclusão da vacina no plano nacional.
Teresa Caeiro reconhece o custo elevado da vacina mas sublinha que "prevenir é sempre melhor que tratar", tanto do ponto de vista do sofrimento humano como dos custos para o Serviço Nacional de Saúde. 
A vacina já é disponibilizada a grupos considerados de risco, como portadores de HIV e síndrome de Down, entre outras patologias. 
A inclusão desta vacina no Programa tem sido defendida pelo CDS-PP, Bloco de Esquerda e partido Os Verdes.
A cada hora que passa morrem 54 crianças, com menos de cinco anos, de doença pneumocócica, em todo o mundo, uma doença que pode ser evitada através da vacinação, informou em novembro a Sociedade Portuguesa de Pediatria.
Segundo dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), a doença pneumocócica é responsável por três milhões de mortes por ano. 
SAPO Saúde com Lusa

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