"Tudo está a ser preparado para começar os testes nos países afetados ainda em dezembro", afirmou a diretora geral adjunta Marie-Paule Kieny, antecipando que centenas de milhares de doses poderão estar disponíveis "na primeira metade" do próximo ano.

Kieny falava depois de a agência de saúde das Nações Unidas se ter reunido na quinta-feira à porta fechada com peritos médicos, responsáveis de países afetados pela epidemia, empresas farmacêuticas e organizações financeiras.

Neste momento, há duas vacinas experimentais que são as principais candidatas aos testes, uma oriunda do Canadá, outra de uma empresa farmaccêutica britânica, mas existem outras cinco de recurso.

Marie-Paule Kieny indicou que o plano inicial é começar pela Libéria e que há discussões com a Serra Leoa e a Guiné-Conacri para as englobar nos testes da vacina.

Os testes estão dependentes da primeira fase de ensaios clínicos em vários países europeus e africanos, em que se tentará garantir que os produtos são eficazes e seguros.

"A vacina não é uma 'bala mágica' [contra o vírus]", alertou Kieny, referindo que quando estiver pronta, estará no centro dos esforços para deter a epidemia.

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