Depois de, há três meses, nas previsões de outono, ter antecipado um crescimento do PIB de 4,3% este ano quer no espaço da moeda única, quer no conjunto do bloco, o executivo comunitário estima agora, nas previsões intercalares de inverno hoje publicadas, um crescimento de 4% em ambos os casos, projetando que em 2023 o ritmo desacelere para 2,7% na zona euro e 2,8% na UE.

Em contrapartida, Bruxelas revê em ligeira alta o ritmo de crescimento económico no ano passado, já que no outono estimava que a zona euro e a UE 'fechassem' 2021 com uma subida do PIB de 5,0% , apontando agora que se verificou “uma notável expansão” de 5,3% tanto no espaço da moeda única como no cômputo dos 27 Estados-membros.

A Comissão Europeia justifica a revisão em baixa do ritmo de retoma da economia europeia este ano com o “ressurgimento da pandemia no outono passado e a propagação exponencial da nova variante Ómicron”, que provocou designadamente uma vaga de “ausências do local de trabalho sem precedentes em muitos países da UE”.

Bruxelas nota também que os Estados-membros viram-se forçados a reintroduzir restrições, “embora geralmente de natureza mais branda ou mais direcionada do que em vagas anteriores”, e aponta que “os persistentes estrangulamentos logísticos e de fornecimento, incluindo a escassez de semicondutores e alguns produtos metálicos, continuam a pesar na produção, tal como os elevados preços da energia”.

“A economia da UE entrou no novo ano com um registo mais fraco do que o anteriormente projetado”, assume Bruxelas, que, no entanto, acredita que, “após um período de abrandamento, a expansão económica deverá recuperar o ritmo no segundo trimestre deste ano e manter-se robusta ao longo do horizonte de previsão”.

“Após uma forte recuperação de 5,3% em 2021, prevê-se agora que a economia da UE cresça 4,0% em 2022, tal como na zona euro, e 2,8% em 2023 e 2,7% na zona euro”, antecipa o executivo comunitário, admitindo que “esta previsão pressupõe que o impacto na economia causado pela atual vaga de infeções será de curta duração e que a maioria dos estrangulamentos de abastecimento se desvanecerão no decurso do ano”.

Por fim, a Comissão Europeia indica que estas previsões económicas de inverno estão rodeadas de riscos, quer positivos, quer negativos.

Entre os riscos positivos, aponta o impulso à atividade económica que pode ser dado pelos investimentos na Europa financiados pela ‘bazuca’ do Mecanismo de Recuperação e Resiliências, enquanto entre os riscos negativos destaca “as tensões geopolíticas no Leste da Europa”, aludindo à crise entre Rússia e Ucrânia.

“"Múltiplos ventos adversos arrefeceram a economia europeia neste inverno: a rápida propagação da Ómicron, um novo aumento da inflação impulsionado pelo aumento dos preços da energia e ruturas persistentes nas cadeias de abastecimento. Sendo previsível que estes ventos de se dissiparão progressivamente, esperamos que o crescimento retome a sua velocidade já nesta primavera”, ainda que “a incerteza e os riscos permaneçam elevados”, comentou o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni.

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