Os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), conhecido como “teste do pezinho”, revelam que nos primeiros seis meses do ano foram estudados 37.675 recém-nascidos, menos 4.474 do que em igual período de 2021.

Segundo a rádio TSF, estes valores representam um mínimo histórico, pois trata-se do valor mais baixo desde 1989.

Segundo a TSF, nas últimas três décadas, só por duas vezes, nasceram menos de 40 mil bebés entre janeiro e junho. Aconteceu em 2013 e 2014, com cerca de 39 mil recém-nascidos.

Os dados do PNRN mostram também que o maior número de bebés rastreados se observou nos distritos de Lisboa e do Porto, com 11.208 e 7.008 testes efetuados, respetivamente, seguidos de Braga (2.765).

Bragança (253), Portalegre (269) e Guarda (282) foram os distritos com menos recém-nascidos estudados.

O PNRN realiza, desde 1979, testes de rastreio de algumas doenças graves em todos os recém-nascidos. O painel das doenças rastreadas é constituído por 26 patologias: hipotiroidismo congénito, fibrose quística e 24 doenças hereditárias do metabolismo.

O exame, efetuado através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, permite “diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são difíceis de identificar nas primeiras semanas de vida e que, mais tarde, podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma”, explica o INSA.

O “teste do pezinho” deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia do bebé e consiste na recolha de gotículas de sangue através de uma picada no pé do bebé.

Apesar de não ser obrigatório, o Programa Nacional de Rastreio Neonatal tem atualmente uma taxa de cobertura de 99,5%.

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