António Diniz disse à agência Lusa que, a 30 de setembro, já tinham sido trocadas mais de um milhão de seringas, número atingido em 2012.

Em 2012, as farmácias ainda faziam parte do programa, tendo, em novembro desse ano, acabado a colaboração.

Em alternativa, a troca passou a ser assegurada pelos centros de saúde e centros de respostas integradas das administrações regionais de saúde.

Em 2013, primeiro ano sem a colaboração das farmácias, foram trocadas 950 mil seringas, o que representou uma diminuição de 12,5 por cento.

Para António Diniz, essa diminuição não foi significativa, uma vez que resultou de vários condicionalismos, como tratar-se de uma atividade nova para os centros de saúde, que necessitou de formação para os respetivos profissionais, além da sua entrada progressiva nos cuidados de saúde primários.

O diretor do programa refere mesmo que este número de seringas trocadas só foi possível pelo aumento desta atividade nas estruturas ambulatórias, como as equipas de rua, organizações governamentais e não governamentais.

O aumento de seringas trocadas nestas estruturas, “de alguma forma supriu a quebra esperada da parte das farmácias”, disse.

Segundo António Diniz, em 2013, as seringas trocadas nos centros de saúde não atingiram sequer as 30 mil.

Este ano, adiantou, o número aproxima-se já das 200 mil seringas trocadas.

“O programa conseguiu, em 2014, recuperar tudo o que poderia ter perdido em 2013 e já ultrapassou os dados de 2012, quando tinha as farmácias”, disse.

António Diniz continua a defender a participação das farmácias no programa, tal como o envolvimento de “todas as estruturas que quiserem” participar.

“Quantos mais locais pudermos ter, em que facilitemos o acesso da população a este programa, tanto melhor para nós”, adiantou.

O programa de troca de seringas visa prevenir a transmissão do VIH a utilizadores de drogas injetáveis, através da distribuição do material esterilizado e da recolha e destruição do material utilizado pelos toxicodependentes.

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