As 15 mil aves foram abatidas na última noite, no mercado abastecedor da cidade, segundo explicou o presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) de Macau, Alex Vong, em conferência de imprensa.

Por outro lado, as autoridades de Macau suspenderam a importação de aves da China interior, até ser confirmada a origem do vírus detetado no mercado temporário de Patane.

O vírus foi detetado numa "amostra do ambiente" do mercado (e não num animal), junto à banca de venda número 158, que vendia aves importadas de Gaoming, no sul da China.

Os serviços de saúde apelam a todas as pessoas que passaram pelo local e tenham sintomas de gripe para usarem máscara e chamarem uma ambulância para ir ao hospital, não devendo utilizar os transportes públicos.

As autoridades estão também a tentar contactar três vendedores do mercado onde foi encontrado o vírus para os colocar em isolamento, mas sublinharam não haver notícia de qualquer pessoa com sintomas de gripe ou suspeita de infeção com o vírus.

Por outro lado, as autoridades vão proceder à limpeza e desinfeção do local e do mercado abastecedor.

O presidente do IACM disse esperar que as aves vivas possam voltar a ser vendidas em Macau no dia 06, ainda a tempo de serem compradas e consumidas nas festividades do Ano Novo Chinês (a partir do dia 08), permitindo assim à população cumprir uma das grandes tradições da época.

Macau não registou até hoje qualquer caso de contágio humano com o H7N9, mas em março de 2014 o território abateu 7.500 aves por ter sido detetado o vírus num lote de galinhas vivas oriundas de Zuhai, uma cidade chinesa adjacente.

Na altura, as autoridades proibiram a importação de aves vivas durante 21 dias.

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