A infeção, que muitas vezes se espalha a partir de hospitais e outras instalações de cuidados de saúde, foi identificada pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) em junho de 2016 como uma ameaça global emergente.

Quatro dos pacientes diagnosticados com a infeção morreram, embora as causas específicas não tenham ficado claras, informaram os CDC.

"Temos de agir para entender melhor, controlar e parar a disseminação deste fungo resistente aos medicamentos", disse o diretor do CDC, Tom Frieden.  "Esta é uma ameaça emergente e precisamos de proteger os pacientes vulneráveis ​", acrescentou.

O relatório publicado no Boletim Semanal de Morbidade e Mortalidade dos CDC descreveu sete dos casos, que ocorreram entre maio de 2013 e agosto de 2016. Outros seis "foram identificados após o período coberto pelo relatório e ainda estão sob investigação", disse.

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Os primeiros sete casos foram registados em Nova Iorque, Illinois, Maryland e Nova Jérsia. "Todos os pacientes tinham condições médicas graves subjacentes e tinham sido hospitalizados em média 18 dias quando o C. auris foi identificado", afirma o relatório.

Sobre os quatro que morreram, "não está claro se as mortes foram associadas com a infeção pelo C. auris ou por condições de saúde subjacentes".  No total, 71% das estirpes do C. auris em pacientes dos Estados Unidos "mostraram alguma resistência aos medicamentos, tornando o tratamento mais difícil", afirmou o relatório do CDC.

"Amostras de estirpes do C. auris de outros países mostraram resistência às três principais classes de fármacos antifúngicos", acrescentou.

Embora os testes de laboratório tenham mostrado que as estirpes norte-americanas estavam relacionadas com as cepas do sul da Ásia e da América do Sul, nenhum dos pacientes tinha viajado nem tinha tido qualquer ligação direta com essas regiões. As autoridades sanitárias acreditam que as infeções nos Estados Unidos foram contraídas localmente.

"Parece que o C. auris chegou aos Estados Unidos apenas nos últimos anos", disse Tom Chiller, chefe do Departamento de Doenças Micóticas do CDC. "Estamos a trabalhar arduamente com parceiros para entender melhor este fungo e a sua forma de dissemninação, para que possamos melhorar as recomendações de controlo da infeção e ajudar a proteger as pessoas", completou.

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