Em declarações à Lusa, o diretor do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital da Senhora da Oliveira, Amílcar Mesquita, explicou que a endoprotese substitui, em muitos casos, a cirurgia "convencional" que consistia em abrir o doente e colocar uma prótese extra-artéria.

O Aneurisma da Aorta Abdominal (AAA) é uma "doença grave", sem sintomas, que se carateriza por uma "dilatação lenta e progressiva da aorta, a maior artéria do organismo que, quando rompe, origina uma perda de sangue muito grave" que pode resultar em morte súbita.

«O sistema de fixação consiste na colocação de uma espécie de "parafuso" que prende a endoprótese à parede da aorta, evitando assim fugas de sangue e necessidade de reintervenção em caso de movimentação do local de posicionamento original da prótese», esclareceu Amílcar Mesquita,

A endoprótese, explanou o clínico, "é uma prótase que se coloca por dentro da artéria para selar o aneurisma".

Amílcar Mesquita explicou que "antes os aneurismas operavam-se por cirurgia convencional em que se abria o doente e colocava-se uma prótese extraartéria" mas, disse, "atualmente, numa grande maioria de casos, introduz-se uma prótese por dentro da artéria do doente e quando chega ao sítio libertámo-la, é a endoprotese".

Uma mulher de 85 anos e com um aneurisma de 8 centímetros foi o primeiro paciente em Portugal a beneficiar daquela nova forma de tratamento de AAA.

Estima-se que, na Europa, 80 milhões de pessoas com mais de 65 anos estejam em risco de desenvolver um AAA.

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