A intervenção anunciada pelo conselho de administração do Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga (CHEDV) deverá arrancar até final do ano e já tem garantida uma "comparticipação comunitária superior a dois milhões de euros" no âmbito do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

A informação é do administrador do CHEDV, Miguel Paiva, segundo o qual o objetivo é converter os atuais sistemas energéticos do hospital em modelos que assegurem "poupanças significativas em termos de consumo de energia, melhorando até alguns outputs de serviço e de segurança no abastecimento".

A intervenção justifica-se porque, como nota esse responsável, o edifício em causa "já tem 20 anos e apresenta algumas disfuncionalidades em termos de eficiência energética", por não ter sido sujeito às devidas atualizações a esse nível.

"Este projeto é fundamental para modernizarmos algumas áreas do hospital e para conseguirmos reduzir consumos, seja pela adoção de tecnologias mais modernas e menos poluentes, seja pela redução dos desperdícios que temos, como é o caso da estabilidade térmica que se perde por fachadas e janelas cujo isolamento não é o melhor", explica Miguel Paiva à Lusa.

As mudanças serão implementadas gradualmente até 2022, pelo que o projeto é encarado como "um grande desafio para os próximos anos".

A empreitada prevê a instalação de um sistema de aproveitamento de energia solar fotovoltaica para autoconsumo, um melhor isolamento das fachadas e coberturas do edifício, e a substituição de luminárias clássicas por iluminação com tecnologia LED (díodo emissor de luz).

O objetivo é baixar "significativamente" as faturas atuais de consumos do hospital - que em 2018 foram de 687.000 euros em eletricidade e 220.000 em gás natural - e também reduzir em mais de 1.100 toneladas as emissões de dióxido carbono para a atmosfera em cada ano.

Quanto ao facto de o projeto se destinar apenas ao hospital da Feira sem abranger os as duas outras unidades sob tutela do CHEDV, Miguel Paiva afirma: "O programa de financiamento destina-se apenas a candidaturas de investimento em edifícios que sejam propriedade do Estado. Sendo os hospitais de São João da Madeira e de São Miguel [em Oliveira de Azeméis] propriedade das respetivas Misericórdias, os mesmos não são elegíveis".

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