Os hospitais universitários portugueses poderiam poupar mais de mil camas se conseguissem melhores desempenhos ao nível da duração dos internamentos, indica um estudo que será hoje apresentado.

O documento, que a agência Lusa teve acesso e que vai ser apresentado na reitoria da Universidade Nova de Lisboa (UNL), concluiu que os hospitais universitários (que não são identificados no estudo) em Portugal e Espanha têm um “desempenho idêntico”.

“Não há, em termos globais, diferenças estatisticamente significativas no desempenho dos hospitais universitários dos dois países, permitindo inferir-se que a prática clínica é globalmente similar e apresenta idênticos resultados, quer em termos de qualidade quer em termos de eficiência técnica”, lê-se nas conclusões.

As diferenças foram detetadas dentro de cada país, com Portugal a apresentar uma “grande variação" na exaustividade dos registos clínicos, diferenças assinaláveis na realização de cirurgias em ambulatório e "significativos desvios no índice de mortalidade ajustado pelo risco”.

No que diz respeito às durações de internamento, “a aproximação aos melhores desempenhos permitiria poupar, numa perspetiva estrutural, cerca de 1.080 camas” em Portugal.

“Este seria o cenário ideal, sem os constrangimentos relacionados com os casos sociais ou a escassez de oferta em camas de Cuidados Continuados, situação que, infelizmente, ainda se verifica em Portugal”, realça o documento.

17 de abril de 2012

@Lusa

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