Em declarações aos jornalistas, à porta da unidade de saúde, Pedro Loureiro, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), disse que a adesão à greve no turno da manhã foi "bastante elevada", cifrada em mais de 80% nos internamentos e com o bloco operatório "parado a 100%", com exceção de uma cirurgia oncológica que ali foi realizada "por estar em causa a vida do doente".

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Já a adesão dos profissionais de enfermagem que prestam serviço nas consultas externas ficou-se pelos 35%, "o que dá uma adesão global de 66%" à paralisação, sublinhou o dirigente do SEP.

Reivindicações

Os enfermeiros do HDFF reclamam, entre outros pontos, o descongelamento das progressões na carreira, pagamento de suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas e a aplicação "efetiva" das 35 horas semanais "a todos os profissionais" e o pagamento de horas extraordinárias, folgas e feriados em dívida.

O SEP considera ainda "essencial" a contratação de mais enfermeiros, alegando Pedro Loureiro que são necessários mais 14 ou 15 profissionais no HDFF e que a administração da unidade de saúde "pediu 11 e só foram autorizados sete", metade das necessidades reclamadas pelo sindicato.

A estrutura sindical alega ainda que em 2018 solicitou "por três vezes" reuniões à administração do hospital, em junho, julho e agosto, e que a resposta "foi o silêncio absoluto".

A administração do HDFF recusou hoje prestar declarações aos jornalistas sobre a paralisação dos enfermeiros e remeteu informação para mais tarde.

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