A descoberta é "a primeira prova física sólida" de que esta síndrome é "uma doença biológica e não uma desordem psicológica" e que a enfermidade comporta "distintas etapas", afirmam os autores da investigação realizada pela Escola Mailman de Saúde Pública, na Universidade de Columbia.

O estudo foi publicado na revista especializada Science Advances.

Sem causa nem tratamento conhecidos, a síndrome da fadiga crónica, conhecida como encefalomielitis (ME/CFS), deixa os cientistas perplexos há vários anos.

Além do cansaço constante, provoca dores de cabeça, dores musculares e dificuldades de concentração.

"Agora temos a confirmação de algo que milhões de pessoas que sofrem com a doença já sabiam: a ME/CFS não é psicológica", afirma Mady Hornig, professor de epidemiologia da Escola Mailman e principal autor do estudo.

"Os nossos resultados devem acelerar o processo para estabelecer um diagnóstico (...) e descobrir novos tratamentos, já que o ponto de partia podem ser estes marcadores sanguíneos", acrescentou.

Os investigadores examinaram os níveis de 51 marcadores do sistema imunitário no sangue de 298 doentes  e 348 pessoas saudáveis.

Descobriram que o sangue dos pacientes que sofrem de fadiga crónica há três anos ou menos apresentavam níveis mais elevados de moléculas chamadas citocinas.

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