“Esta operação da Covax será a maior distribuição de vacinas alguma vez realizada no mundo”, afirmou numa entrevista realizada por escrito, acrescentando que a entrega de vacinas já começou “desde a Índia até ao Gana, Costa do Marfim, Colômbia, Coreia do Sul, e ainda Angola, Nigéria, República Democrática do Congo e Camboja”.

Durante o primeiro trimestre do ano “serão distribuídas quase 150 milhões de doses”, referiu, indicando que “nos próximos dias, vários outros países, nomeadamente africanos, receberão também as respetivas doses de vacinas e as quantidades serão aumentadas até ao fim do ano”.

O processo, que confia que será “um sucesso”, depende de algumas condições: “a prontidão dos sistemas de saúde e dos órgãos reguladores nos países participantes” e o financiamento de que depende a Covax, liderada pelo GAVI, pela Organização Mundial de Saúde e pela coligação internacional CEPI.

José Manuel Durão Barroso, que foi nomeado presidente da GAVI em setembro passado e assumiu funções este ano, salienta que “a Covax está preparada para distribuir qualquer vacina que tenha recebido a aprovação da OMS ou de uma autoridade regulatória oficialmente reconhecida como rigorosa”.

Além disso, continua em conversações com as farmacêuticas para haver “doses adicionais” e a “levantar fundos para proteger as pessoas mais vulneráveis do mundo”, que “ficariam sem acesso às vacinas” sem uma Covax, que junta 190 economias mundiais.

Dentro da lusofonia, há exemplos disso mesmo: todos os países participam e receberão um total de 13,8 milhões de doses “mas enquanto o Brasil se autofinancia, os outros [países africanos de língua oficial portuguesa e Timor-Leste] receberão quantidades apreciáveis de vacinas a título de doação”.

Cada um dos países participantes na Covax deverá receber doses de vacina suficientes “para proteger aproximadamente 03 por cento da população no primeiro semestre de 2021”, o suficiente para “cobrir o pessoal médico e outros trabalhadores especialmente expostos”.

Essa quantidade aumentará “significativamente” no segundo semestre do ano.

A GAVI tem também um protocolo com a Organização Internacional das Migrações para constituir uma “reserva humanitária” para refugiados.

Com o encargo de distribuir mais de dois mil milhões de vacinas a partir de um universo “relativamente pequeno”, a Covax já garantiu a gestão do “maior portfólio de vacinas candidatas”.

“Já estamos a verificar que certas vacinas funciona, com mais eficácia do que outras em determinados contextos e ambientes”, afirma Durão Barroso, considerando que “já uma série de vacinas candidatas de nova geração em desenvolvimento que são muito promissoras”.

“O mais importante, ao procurarmos encontrar o caminho mais rápido para sair da pandemia, é que vacinas seguras e eficazes sejam distribuídas ao maior número possível de pessoas”, assinala.

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