“Ponha os seus pulmões à prova” é o desafio que a Sociedade Portuguesa de Pneumologia lança em Portugal no âmbito do Dia Mundial da Espirometria, assinalado na próxima quarta-feira, dia 27. Com o apoio de inúmeros atletas portugueses de alta competição, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia junta-se assim ao Forum of International Respiratory Societies (FIRS) e ao European Lung Foundation (ELF) para, em Lisboa, na Praça Gare do Oriente, testar a saúde pulmonar de quem por lá passar entre as 08h30 e as 19h00.

Em ano de Jogos Olímpicos, o tema que assinala o Dia Mundial da Espirometria é comum em todo o mundo. Portugal não quis ficar de parte e através da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) promove uma campanha de rastreios que visa não só chamar a atenção para os problemas respiratórios, como promover a prática desportiva e a sua importância para uma maior qualidade de vida. Suportada por um espaço de saúde onde é possível avaliar a capacidade respiratória, através de espirometrias, esta é uma campanha que conta com o apoio de alguns dos mais prestigiados atletas que irão “prestar provas” de resistência pulmonar. Fernanda Ribeiro e Aurora Cunha são alguns dos atletas que aceitaram o desafio para no Dia Mundial da Espirometria colocarem à prova os seus pulmões.

Segundo Carlos Robalo Cordeiro, Presidente da SPP, "os problemas respiratórios constituem um dos principais entraves à qualidade de vida de todos nós. A SPP, enquanto sociedade científica, empenhada na promoção da Saúde Respiratória, acredita que o diagnóstico precoce é a melhor forma de combater problemas respiratórias como a DPOC, uma das patologias com maior prevalência em Portugal. Por se tratar de uma doença sub diagnosticada, cujos sintomas não são imediatamente visíveis, só através de campanhas de rastreio e de sensibilização será possível diagnosticar novos casos de DPOC e tratá-la antes da sua progressão."

Doenças respiratórias como asma, doença pulmonar obstrutiva crónica, cancro do pulmão, tabagismo, e tuberculose, são as principais causas de morte no mundo. Em Portugal, são já a quarta causa de mortalidade e afetam mais de 10 por cento da população. São ainda responsáveis por mais de 80 mil internamentos por ano e 15 milhões de dias de baixa (enquanto os internamentos globais tem uma diminuição de 9 por cento,os internamentos por doença respiratória tiveram um aumento relativo de 12 por cento nos últimos anos).

No mundo estima-se que existam cerca de 600 milhões de pessoas com DPOC. Todos os anos, aproximadamente 2,75 milhões de mortes em todo o mundo são atribuídas à DPOC. A nível mundial é a quinta causa de morte e calcula-se que, em 2020, seja a terceira, logo após as doenças de coração e os acidentes vasculares cerebrais.

25 de junho de 2012

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