30 de janeiro de 2013 - 09h50
A frequência acumulada de problemas de ereção, mesmo brandos, pode ser um sinal de maior risco de doenças cardiovasculares e morte prematura, segundo um estudo realizado na Austrália e publicado esta terça-feira nos Estados Unidos.
Trata-se do primeiro estudo a estabelecer uma relação direta entre a gravidade dos problemas de ereção e os riscos de hospitalização por problemas cardiovasculares ou morte prematura, afirmam os autores da investigação publicada na revista PLOS Medicine.
"O risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de morte prematura aumenta em função do grau de gravidade da disfunção erétil em homens com ou sem antecedentes cardiovasculares", explicou a professora Emily Banks, uma das autoras do estudo da Australian National University.
Embora investigações anteriores tenham provado uma relação entre graves problemas de ereção e ataques do coração e derrames cerebrais, esta é o primeira a incluir também problemas de ereção leves ou moderados.
"Os resultados deste estudo indicam que todos homens que sofrerem de problemas de ereção brandos, moderados ou graves devem consultar um médico e insistir para fazer exames cardíacos", insistiu Rob Grenfell, encarregado do instituto australiano do Heart Foundation Cardiovascular Health.
O estudo contou com registos de 95 mil homens a partir dos 45 anos.

SAPO Saúde com AFP

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