“Sabemos inequivocamente até à data que não há uma única medida que seja completamente eficaz. Ou seja, é apenas no conjunto de medidas que conseguimos aplanar a curva e baixar o número de casos em cada semana. Nenhuma medida isolada daquelas que possamos tomar é a medida milagrosa”, afirmou Graça Freitas, na conferência de imprensa diária para atualização de informação sobre a pandemia de covid-19 em Portugal.

Confrontada com criticas do presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas sobre a falta de diretivas para a utilização generalizada de máscaras de proteção, que alega que o argumento da DGS de as máscaras não serem eficazes é falso e que é uma desculpa porque não há suficientes, a diretora-geral da Saúde sublinhou que Portugal segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde e do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

“Portugal está alinhado com as recomendações da OMS, do Centro Europeu de Controlo de Doenças e com a literatura médica e eu sempre disse que se houver evidências (provas) científicas novas, faríamos de acordo com as mesmas”, afirmou.

Contudo, ressalvou, “nenhuma medida isolada é a medida milagrosa. Usar uma máscara, se vier a ser recomendado internacionalmente, nós obviamente seguiremos, mas não nos vai impedir do distanciamento social”.

O secretário de estado da Saúde anunciou hoje que vão chegar a Portugal 24 milhões de máscaras cirúrgicas durante deste mês, além da produção de 100 empresas portuguesas dispostas a produzir material necessário ao combate à pandemia. “Está prevista a chegada faseada de 24 milhões de máscaras cirúrgicas até final de abril e de 1,8 milhões de máscaras PPF2 até ao final de maio”, disse António Lacerda Sales.

Portugal regista hoje 246 mortes associadas à COVID-19, mais 37 do que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Pelo menos 68 pessoas já recuperaram da doença.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde 19 de março e até 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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