Todos os 15 doentes internados na unidade de convalescença do Hospital de São Paulo foram infetados, assim como seis funcionários, havendo a registar o óbito de um dos utentes, mas o provedor, António Sargento, afiançou à agência Lusa que a reabertura da urgência será feita “com toda a segurança”.

“Todos os esforços estão a ser feitos e todos os minutos a ser contados para reabrir a urgência o mais rápido possível. Não posso fazer promessas infundadas, mas dentro de um ou dois dias contamos ter o espaço aberto”, referiu o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, responsável pela gestão daquela unidade do distrito de Beja.

Os primeiros casos na unidade de convalescença e cuidados paliativos, que funciona no primeiro piso do edifício, foram detetados há cerca de uma semana.

Na quinta-feira, voltarão a ser testados todos colaboradores e a hipótese de recorrer a equipas médicas de outras instituições “está em cima da mesa”, mas António Sargento acredita que, “se não houver surpresas” na próxima testagem às equipas do hospital, o surto está “perfeitamente controlado”.

“Uma coisa não vai invalidar a outra. Independentemente dos resultados da testagem de quinta-feira, a urgência é para reabrir muito em breve”, frisou.

De resto, o encerramento da urgência, apesar de poder ser “considerado um excesso de segurança”, é uma decisão “que se impõe neste momento” que o país atravessa.

“Estamos num momento em que temos de ter toda a cautela e segurança até termos a certeza de que todos os colaboradores e médicos não estão infetados. Achámos por bem este encerramento temporário para restruturar as equipas, avaliar a situação e reabrir com toda a segurança para o pessoal médico e também para os utentes”, explicou António Sargento.

O surto de covid-19 no hospital de São Paulo é o segundo a afetar valências da Santa Casa de Misericórdia de Serpa, depois de um surto no lar da instituição ter infetado 92 pessoas no final do ano passado, entre os quais 75 utentes (15 mortos) e 17 funcionários.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.325.744 mortos no mundo, resultantes de mais de 106,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 14.557 pessoas dos 770.502 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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