“Durante o final da semana passada, houve dois colaboradores nossos da equipa de emergência pré-hospitalar que acusaram - manifestaram - sintomatologia compatível com a doença covid-19”, realçou Hugo Neves, acrescentando que no sábado foram identificados mais oito casos, após testagem.

De acordo com o comandante da corporação de bombeiros de Queluz, no concelho de Sintra (Lisboa), cerca de 120 operacionais foram testados.

“Sentimos a necessidade de testar em massa todo o corpo de bombeiros e toda a área administrativa”, disse.

A aguardar ainda o resultado de uma dezena de testes, Hugo Neves adiantou que os infetados estão a cumprir isolamento em casa, crendo que o foco de contágio da covid-19 está normalizado.

“Neste momento, estamos a aguardar o resultado de aproximadamente uma dezena de testes, que ainda não chegou. E acreditamos que o surto está estável, está estabilizado com toda a gente já em isolamento, em sua casa”, afirmou.

À Lusa, Hugo Neves indicou ainda que se desconhece o principal foco de contágio.

“Não conhecemos, não conhecemos. Neste momento, não conseguimos entender, a não ser que estamos numa cidade que nos oferece desafios diários muito musculados no que a isto [covid-19] diz respeito e poderá ter sido num desses contextos”, referiu.

Hoje de manhã, em entrevista à RTP3, Hugo Neves confirmou ser um dos 13 bombeiros infetados com a covid-19, estando assintomático.

Segundo o comandante, os elementos dos Bombeiros Voluntários de Queluz estão a ser acompanhados pela Câmara Municipal Sintra, junto da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

“Estamos perfeitamente alinhados e articulados em receber todo o suporte possível neste momento para o exercício e manutenção da resposta que se exige operacional, na nossa cidade e no nosso município”, concluiu.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 500 mil mortos e infetou quase 10,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.564 pessoas das 41.646 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.