Em declarações à agência Lusa, o presidente do sindicato, Rui Lázaro, explicou que, nalguns casos, o valor ronda os 300 euros e diz não entender a justificação do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica).

“Num dos emails a que tivemos acesso a justificação é que a toma era voluntária. Parece que não estamos a falar de uma questão de saúde pública”, contestou.

Questionado pela Lusa, o INEM respondeu que "processa as ajudas de custo dos seus trabalhadores em estrito cumprimento do estipulado no DL n.º 106/98, de 24 de Abril, que estabelece as normas relativas ao abono de ajudas de custo e de transporte pelas deslocações em serviço público", acrescentando que "a deslocação para a administração da vacina não se enquadra na abrangência do referido DL, porquanto não se trata da prestação de um serviço público".

Na resposta, o instituto sublinha que "a administração da vacina é facultativa, mesmo para os profissionais prioritários", como é o caso dos técnicos de emergência pré-hospitalar, e acrescenta que, "por isso mesmo, aqueles que quiseram, puderam receber a vacina nos Centros de Vacinação que o Instituto criou para o efeito, no Porto, em Coimbra, Lisboa e Faro".

Por sua vez, Rui Lázaro disse que o sindicato está a receber queixas de associados de todo o país e lembrou que, nalguns casos, a deslocação superou os 400 quilómetros para cada dose.

“Estamos a receber várias queixas de associados que estão a ver recusados o pagamento das ajudas de custo das deslocações que tiveram de fazer para a toma da primeira e da segunda dose da vacina contra a covid-19. Nalguns casos esta deslocação, para cada dose, superou os 400 quilómetros”, explicou Rui Lázaro, dizendo que estas situações estão a acontecer a nível nacional.

“Andamo-nos a queixar das péssimas condições de trabalho entre elas nosso salário (…) e agora querem-nos subtrair de um valor que, nesses casos, é de 300 euros”, afirmou o responsável, frisando que os técnicos de emergência pré-hospitalar foram considerados prioritários na toma da vacina contra a covid-19.

O INEM diz não ter registo de qualquer reclamação sobre esta matéria.

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