Os números, referentes a quarta-feira, foram divulgados por Magina da Silva em declarações aos jornalistas no Porto, numa ação de controlo à circulação automóvel no âmbito do estado de emergência em que quis “estar presente, transmitir confiança e proximidade aos homens” que comanda.

O diretor nacional da PSP adiantou que a PSP teve até ao momento “apenas dois casos mais graves de dois agentes” que tiveram de ser internados “em hospital”, ambos “já livres de perigo”, e agradeceu a “via verde” criada por várias instituições para permitir uma testagem mais célere dos casos suspeitos que aparecem na força policial, ajudando a manter a sua “capacidade operacional”.

“Tem sido muito importante, para manter a nossa capacidade operacional, o apoio de várias entidades, nomeadamente a Cruz Vermelha e o INEM, através da criação de uma espécie de via verde para os testes de polícias suspeitos de infeção”, destacou.

De acordo com Magina da Silva, tal tem “permitido que os policias sejam testados e, não tendo sintomas ou infeção, regressem [ao trabalho], porque é isso que querem – estão empenhados no combate a esta pandemia”.

“Isto tem-nos permitido ter um número relativamente baixo de pessoas em quarentena”, observou.

Jacinto Ferreira, da Divisão de Trânsito da PSP do Porto, foi “dos primeiros” agentes infetados por covid-19. Esteve “cerca de 26 dias” em casa, regressou ao trabalho na terça-feira.

O comissário, que coordenava hoje a operação de controlo na rotunda do Castelo do Queijo, diz agora ter mais “sensibilidade” para “passar a mensagem de que é preciso ter cuidado”.

“Fiquei infetado e ainda hoje não sei especificar [como]. Deduzo que tenha sido no comboio”, observa.

O responsável pela operação esclareceu que a mesma pretende verificar o “cumprimento de confinamento obrigatório decretado pela Direção-Geral da Saúde” para pessoas infetadas e “maiores de 60 anos”, por exemplo.

Os locais de controlo vão “variando”, podendo abranger, por dia, “seis ou sete pontos da cidade”.

“O critério é o fluxo de trânsito”, explicou Jacinto Ferreira.

De acordo com o comissário, durante a operação os agentes cruzaram-se com “indivíduos que pretendem ir para a pesca e isso é inadmissível”.

“Retrocedem e regressam à residência”, assegurou.

No geral, acrescentou, todos “cumprem” as recomendações.

Também o diretor nacional da PSP considerou da mais “elementar justiça louvar os portugueses que, na sua maioria, tem compreendido gravidade da situação e colaborado com a PSP”.

“Nos milhares de ações que realizamos, temos tido número relativamente baixo de detenções de cidadãos. Têm sido casos pontuais”, realçou.

Portugal regista 820 mortos associados à covid-19 em 22.353 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

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