Questionada sobre os dados do Barómetro Covid-19 divulgados na terça-feira pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), que apontam para um aumento da mortalidade entre 16 de março e 14 de abril, Graça Freitas não justificou os números, sublinhando apenas que existem sempre variações, sejam sazonais, anuais, mensais ou até semanais.

Segundo o estudo da ENSP, neste período “registaram-se mais 1.255 óbitos do que seria de esperar com base na mortalidade média diária dos últimos 10 anos”, mas apenas 567 dos quais estão associados à doença provocada pelo novo coronavírus.

No entanto, durante a conferência de imprensa diária de atualização sobre a situação epidemiológica no país, a diretora-geral da Saúde ressalvou que, se se considerarem os dados desde o início do ano até ao dia 21 de abril, o aumento é de apenas 439 mortos, apesar do pico registado entre o final do mês de março e o início de abril.

“Obviamente que houve um pico. Entre o dia 24 de março e o dia 04 de abril houve mais mortalidade do que é habitual na linha de base, mas essa mortalidade já está a baixar, aproximando-se dos valores normais”, explicou.

Graça Freitas considerou ainda que é importante recordar os dados referentes aos meses de janeiro e fevereiro, quando o número de óbitos registados em Portugal foi inferior à média dos últimos cinco anos, com menos 689 mortes em janeiro e menos 580 em fevereiro.

Segundo os dados avançados hoje pela diretora-geral da Saúde, a mortalidade começa a aumentar em março, registando-se mais 542 mortes nesse mês, e em abril com 1.166 óbitos no total, incluindo os associados à covid-19.

A diretora-geral não atribuiu, no entanto, nenhuma explicação a estas variações e reforçou: “Há sempre modificações da mortalidade ao longo das semanas, dos meses e dos anos. Nós temos é que as monitorizar”.

Portugal regista 785 mortos associados à covid-19 em 21.982 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 23 mortos (+3%) e mais 603 casos de infeção (+2,8%).

Das pessoas infetadas, 1.146 estão hospitalizadas, das quais 207 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou de 917 para 1.143.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma "abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais".

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