Uma nova campanha de sensibilização sueca está a apelar a práticas sexuais seguras para prevenir o contágio de COVID-19 no continente europeu. Promovida pela RFSU, uma instituição local que promove a educação sexual no país, em parceria com o município de Estocolmo, a iniciativa, que começou a ser divulgada nos últimos dias, incentiva ao sexo telefónico, à masturbação e ao recurso a sites pornográficos e a aplicações móveis para conter o surto pandémico causado pelo novo coronavírus.

Sexualidade e COVID-19. É ou não aconselhável ter relações sexuais na fase de isolamento?
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"Todos os contactos físicos com outras pessoas, incluindo o sexo, aumentam o risco de infeção de COVID-19. Os encontros e as relações sexuais ocasionais com novos parceiros em particular aumentam o risco de ser infetado ou de infetar outras pessoas, sublinha a organização não-governamental, que faz um apelo. "Deem prioridade ao sexo e aos relacionamentos oline. Sabemos que muitos de vós têm estado distanciados fisicamente há muito tempo e que já têm muita necessidade de intimidade, mas têm de abrir a vossa mente para outras formas de fazer sexo", sublinha Pelle Ullholm, um dos responsáveis pela iniciativa.

"É preciso mudarmos a nossa forma de pensar. Muitas pessoas só agora é que se estão a iniciar nos relacionamentos [amorosos] digitais. A ideia é aprofundar esta tendência durante este período", refere o dirigente da RFSU, que aconselha a utilização de preservativos em todas as relações sexuais e a diminuição do número de beijos nos contactos físicos, para travar a propagação de SARS-CoV-2, à semelhança do que têm feito outros profissionais de saúde em todo o planeta.

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